Morre Carlos Heitor Cony, aos 91 anos; jornalista estava internado no RJ

O jornalista e escritor membro da Academia Brasileira de Letras, Carlos Heitor Cony, morreu aos 91 anos. Ele estava internado por problemas no intestino e a causa da morte foi falência múltipla dos órgãos. Ele era filho do também jornalista Ernesto Cony Filho e de Julieta Moraes Cony.

Carlos Heitor Cony era casado com Beatriz Latja e tinha três filhos: Regina, Verônica e André. Foi alfabetizado em casa. Chegou a cursar a Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil, mas interrompeu também antes de concluir, e teve sua primeira experiência como jornalista no Jornal do Brasil cobrindo férias de seu pai. Começou a carreira em 1952 como redator da Rádio Jornal do Brasil.

Já em 1961, entrou para o "Correio da Manhã" nas funçõés de redator, cronista, editorialista e editor. Com o golpe de 1964, foi preso várias vezes. O valor mensal foi à época limitado a R$ 19.115,19, então o teto do funcionalismo.


Carlos Heitor Cony foi um dos mais prolíficos escritores da história do Brasil. Cony escreveu diversos romances como "O ventre" (1958) e "Quase memória" (1995). Esse livro marca seu retorno à atividade de escritor/romancista.

Em 23 de março de 2000, foi eleito para a cadeira número 3 da ABL. Entre os prêmios que recebeu estavam: o Manucel Antônio de Almeida, pelos romances "A verdade de cada dia", em 1957, e "Tijolo de segurança", em 1958; o prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra, em 1996; três prêmios Jabuti (1996, 1997 e 2000) pelos romances "Quase memória", "O piano e a orquestra" e "Romance sem palavras"; além do Ordre des Arts et des Lettres, em 1998, concedido pelo governo da França.


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