Presidente da Câmara arguido no caso da queda de árvore no Funchal

Paulo Cafôfo, presidente da Câmara Municipal do Funchal, foi constituído arguido no caso da queda da árvore que matou 13 pessoas, junto à igreja do Monte, avança a SIC Notícias.

Uma árvore de grande porte, um carvalho, caiu a 15 de agosto do ano passado sobre a multidão que se deslocara ao arraial de Nossa Senhora do Monte, na freguesia do Monte, concelho do Funchal, na ilha da Madeira. Do acidente resultaram 13 mortos.

Paulo Cafofo confirmou que é arguido no processo, com o qual diz sempre ter colaborado.

Em causa estão "os factos do processo relativos à morte de 13 pessoas e ofensas à integridade física de outras 53, em virtude da queda de uma árvore em espaço público, estando em causa a averiguação da omissão do cuidado exigível na conservação do espaço urbano e da árvore".


"Nestas circunstâncias, comuns em processos desta natureza, colaborei sempre com a investigação, prestei todos os esclarecimentos e forneci ao processo todos os elementos para que se possa efetivamente apurar a eventual existência de responsabilidades".

"Reforço que sempre cumpri para com todos os deveres que sobre mim impendem", sublinha, afirmando estar de "consciência tranquila".

Cinco dias depois, o Ministério Público mandou suspender as peritagens que decorriam a pedido da Câmara Municipal do Funchal, tendo-se dado então os trabalhos de peritagem levados a cabo por um cientista da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) "com especiais conhecimentos na área da fitossanidade e segurança de árvores, selecionado e nomeado para o efeito pelo Ministério Público". "O meu primeiro pensamento estará sempre com as vítimas deste acontecimento que ficará para sempre na minha memória", declara.


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