Crescimento do patrimonio de Bolsonaro tem suspeita de lavagem de dinheiro Video

A Folha enviou 13 questionamentos a Jair Bolsonaro, entre os quais se ele considera o patrimônio de sua família compatível com os ganhos de quem se dedica exclusivamente à política.

Segundo levantamento realizado pela Folha de S. Paulo, em cartórios do Rio de Janeiro, hoje os quatro são donos de "13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, a maioria em pontos altamente valorizados do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca”". O levantamento identificou imóveis em áreas valorizadas do Rio de Janeiro e que foram comprados a preços bem mais baixos que os estimados pela prefeitura da capital fluminense à época.

Segundo informações do Folha, quando Jair entrou na política em 1988 ele declarava ter apenas um Fiat Panorama, uma moto e dois lotes de pequeno valor no interior do Rio - valendo pouco mais de 10 mil reais em valor atual, desde que entrou na política sua única profissão é ser politico. Isso segundo os critérios do Ministério da Fazenda e do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci). Hoje, os dois imóveis estariam avaliados em cerca de R$ 5 milhões, mas, segundo um especialista de mercado, os imóveis nessa região não tiveram a valorização de cerca de 450%, como teria ocorrido com os bens do presidenciável.

Os filhos do presidenciável; Flávio, Carlos - vereador pelo RJ - e Eduardo - deputado federal também pelo RJ - apresentam, como Jair, um crescimento patrimonial bastante considerável nos últimos dez anos.

O clã tem bens que incluem carros, jet-ski e aplicações financeiras que somam R$ 1,7 milhão, de acordo com as declarações à Justiça.

O valor real dos imóveis de toda a família -cinco em nome de Jair Bolsonaro,três de Carlos, dois de Eduardo e três de Flávio -representa cerca do triplo do que a família declarou à Justiça. Jair não respondeu, Flávio disse que está de férias e Carlos afirmou possuir patrimônio modesto.

Em 2015, a Procuradoria-Geral da República recebeu uma denúncia questionando os valores informados por Bolsonaro em relação às suas duas casas da Barra.

Apenas tendo ouvido a defesa do presidenciável, o então procurador-geral, Rodrigo Janot, mandou arquivar o expediente dizendo que valores eram os mesmos do Imposto de Renda. "Janot alegou se tratar de denúncia anônima sem 'elementos indiciários mínimos' de ilícito".


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