Cresce apoio à pena de morte no país, diz Datafolha

Em nove anos, o apoio da população à aplicação da pena de morte no Brasil cresceu, de acordo com uma recente pesquisa Datafolha. Na última pesquisa, realizada em 2008, 47% eram favoráveis.

De acordo com levantamento, no período dos últimos dez anos, a aprovação ao uso da pena capital aumentou em 10%.

Desde que a questão passou a ser medida pelo Datafolha, em 1991, o índice de apoio é recorde. Entre os evangélicos, 50% são favoráveis, contra 45% contrários (4% não souberam responder e 1% se disse indiferente).

O resultado atual empata com os percentuais registrados nas pesquisas de 1993 e 2007, se for considerada a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Os que se disseram contra caíram, de 46% no último levantamento, para 39% na nova pesquisa. No grupo com renda mensal de até cinco salários mínimos (equivalente a R$ 4.770), 58% se mostravam favoráveis à pena de morte.

Para esta sondagem, o Datafolha entrevistou 2.765 brasileiros em 192 municípios, entre os 29 e 30 de novembro do ano passado. Contudo, a porcentagem diminuiu para 51% quando os entrevistados recebem entre cinco e dez salários (sendo este último equivalente a R$ 9.540). Já na parcela mais rica, 42% concorda com a pena de morte.

Ainda segundo o Datafolha, os entrevistados com idades de 25 a 34 anos são mais favoráveis à pena capital do que pessoas de outras faixas etárias, de forma que 61% responderam apoiá-la.

Atualmente, a pena de morte no Brasil é aplicada somente em casos de guerra.

Os idosos, acima de 60 anos, são os menos propensos a aceitar a adoção da punição, com 52% de apoio.

Mulheres tendem a apoiar menos a punição capital, com 54% de apoio, ante 60% dos homens. Entre os católicos, 63% são favoráveis à execução de criminosos, enquanto 34% discordam.


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