Dívida trabalhista de Cristiane Brasil é paga por funcionária da ministra

As informações são do jornal "O Globo", que acrescenta que o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) já frisou que o Planalto não vai recuar da nomeação por causa da condenação de Cristiane - no caso, em uma outra ação.

Um grupo de advogados trabalhistas deu início no domingo a uma série de ações populares na Justiça Federal do Rio para suspender a nomeação da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o Ministério do Trabalho e impedir a posse marcada para esta terça-feira (8).

Leonardo Eugênio de Almeida Moreira disse à Justiça que trabalhou por um ano e meio como motorista da família de Cristiane Brasil, sem registro na carteira de trabalho.

"Ironia". Leonardo afiança ter trabalhado para Cristiane de junho de 2014 a outubro de 2015. "Se ela (Cristiane Brasil) infringe as leis trabalhistas, não pode ser ministra do Trabalho". "É irônico. A pessoa não garante os direitos de quem trabalha para ela, como vai garantir o de todos os trabalhadores?", argumentou, à reportagem.

O presidente garantiu à deputada do PTB que ela será a nova ministra do Trabalho.

Além de Leonardo, o outro motorista que entrou com ação contra Cristiane foi Fernando Fernandes Dias.

Em nota, Cristiane diz que "contestou ambas as acusações por entendê-las injustas, porém respeita as decisões dos magistrados, pois fazem parte do processo democrático e dos princípios constitucionais". Vera, que recebe um salário de R$ 10,8 mil, não foi localizada pela reportagem. Sobre o pagamento das parcelas feito por meio da conta de sua funcionária, a ministra disse que Vera Lúcia é chefe de seu escritório político no Rio e que a representou na audiência. Por isso, entendeu "que o dever de garantir o cumprimento do acordado" cabia a ela. Atualmente, Carolina é diretora-geral do Arquivo Nacional, por indicação da futura ministra.

"Assim, por estar representando a deputada e por praticidade, cadastrou a despesa na sua conta para transferência automática, a fim de evitar atrasos".


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