Macron rejeita dar lições à China sobre direitos humanos

Macron está pressionando para que investimentos estrangeiros em setores estratégicos da região sejam avaliados a nível da União Europeia, mas muitos Estados-membros do bloco mais pobres, que dependem do investimento chinês, tentam enfraquecer a posição do líder francês.

Os dois países também concordaram sobre a abertura de uma sucursal do Centro Pompidou de arte contemporânea em Xangai.

"Posso aproveitar para dar lições à China, falando com a imprensa francesa".

O presidente Xi confirmou que "a China continuará com seu volume de compras nos próximos anos e manterá a paridade entre Airbus e Boeing", declarou Macron.

"A Europa tem frequentemente se mostrado dividida em relação à China", disse Macron em Pequim.

Esta escolha assume-se de particular relevância tendo em conta o colossal projeto do Presidente chinês, Xi Jinping, de recriar "novas rotas da seda", um conjunto de ligações terrestres e marítimas entre a Europa e a Ásia, com a construção de uma série de infraestruturas, como estradas, portos ou caminhos-de-ferro, em 65 países, numa iniciativa de mais de um bilião de dólares. Se isso acontecer, ele será o primeiro EPR operacional do mundo, antes que entrem em funcionamento os reatores de Flamanville, na França, e outro instalado na Finlândia. Ofereceu um dos cavalos da Guarda Republicana francesa de presente a Xi e fez a alegria das redes sociais ao publicar um vídeo no qual aprender a dizer seu slogan climático - "Fazer nosso planeta grande e belo outra vez" - em mandarim.

O chefe de Estado francês recusou, no entanto, comentar este assunto publicamente.

Depois de Xian, Emmanuel Macron, que se faz acompanhar pela mulher, Brigitte, e de seis dezenas de líderes de empresas e instituições, deslocar-se-á ainda hoje a Pequim, onde permanecerá até quarta-feira.

Em seu primeiro discurso na China, Macron prometeu na segunda-feira voltar "pelo menos uma vez por ano" para "criar confiança, passo a passo".


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