PTB reafirma indicação de Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho

Na véspera, o vice-presidente do TRF-2, Guilherme Couto de Castro, havia negado pedido do governo para derrubar uma liminar que suspendera a posse de Cristiane Brasil, no ministério.

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Segundo fontes, na conversa ficou acertado que os dois lados irão esperar pelo menos até segunda-feira para definir qual será a melhor estratégia do governo. Na tarde de terça (9), o TRF2 negou recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) para garantir a posse. O governo avalia entrar com recurso no STF ou no STJ.

Mesmo diante da repercussão negativa, o Palácio do Planalto não mudou a escolha de Cristiane, que foi indicação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), presidida pelo seu pai ex-deputado Roberto Jefersson. A defesa da deputada apresentou, em seguida, agravo de instrumento contra a decisão do tribunal, mas o recurso também foi negado por outro desembargador.


Cristiane Brasil, no entanto, não teve tempo de se recuperar das últimas denúncias. Segundo o movimento dos advogados, a deputada "praticou pessoalmente graves violações das leis trabalhistas, flagradas e comprovadas em, pelo menos, duas demandas judiciais". "Este magistrado vislumbra flagrante desrespeito à Constituição Federal no que se refere à moralidade administrativa, em seu artigo 37, caput, quando se pretende nomear para um cargo de tamanha magnitude, Ministro do Trabalho, pessoa que já teria sido condenada em reclamações trabalhistas, condenações estas com trânsito em julgado", escreveu o magistrado, que impôs multa de R$ 500 mil para quem descumprir a decisão.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa de Cristiane Brasil afirmou apenas que "no momento adequado, a deputada emitirá nota esclarecendo todos os assuntos de competência da mídia".

No início de janeiro, após Ronaldo Nogueira anunciar sua demissão, Pedro Fernandes divulgou o convite por parte do líder do PTB, deputado Jovair Arantes (GO), que já teria sido avalizado por Temer.


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