Agência S&P rebaixa nota do Brasil

Com isso, o rating do Brasil segue sem o selo de país bom pagador, mas agora três degraus abaixo do grau de investimento. É o primeiro rebaixamento por uma agência no governo do presidente Michel Temer. Clique aqui e saiba mais.

O atraso nas reformas e as incertezas sobre a eleição presidencial deste ano estão entre os principais fatores que pesaram na decisão da S&P.

Ela cita como exemplo a aprovação da reforma da Previdência, que está parada no Congresso desde maio de 2017, quando estourou a crise da delação da JBS, envolvendo Temer.

Em comunicado divulgada ainda na noite de quinta (11), o Ministério da Fazenda diz que o governo continua comprometido com as medidas de ajuste fiscal e com a reforma da Previdência.

Ele tinha pedido que a S&P, a Fitch e a Moody's aguardassem a votação da reforma da Previdência, prevista para fevereiro, antes de tomarem qualquer decisão sobre a nota do Brasil. "Creio ser um alerta sobre as consequências econômicas e sociais que a não aprovação da Previdência trará", disse o secretário-geral da Presidência, Moreira Franco.

"Vamos ver [se o rebaixamento dará força à reforma da Previdência]".

Isso reflete a política externa e monetária comparativa do Brasil, pontos fortes que ajudam a compensar a fraqueza fiscal significativa a uma economia com crescimento perspectivas mais baixo do que seus pares, e a visão de que a eficácia da formulação de políticas agências em todo do governo enfraqueceu. "Continuamos nossos esforços a favor das reformas e do Brasil", argumentou Maia. "De fato, o governo ficou fraco após as denúncias", afirmou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, antes de ressaltar o papel da Câmara dos Deputados, presidida por ele.

O mercado já espera novos rebaixamentos do Brasil.

O rating, ou classificação de risco, é uma nota dada a um país, uma empresa ou a uma operação financeira para avaliar o risco de crédito. Para ela, as ações do governo acabaram deteriorando ainda mais as contas públicas.

"A situação fiscal do Brasil simplesmente não teve nenhuma melhora (desde que Temer assumiu)". Teve até uma piora. "Tendo em vista que veio da S&P, a agência com avaliação mais técnica, essa é uma avaliação bastante negativa da equipe econômica que todo mundo esperava que fizesse tanto pelas contas públicas".


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