Irão diz que é "impossível prever" política de Trump sobre acordo nuclear

Prazo - O Congresso dos EUA exige que o presidente certifique periodicamente o cumprimento do Irã e emita uma autorização para permitir que sanções norte-americanas permaneçam suspensas. "Estão a ser cumpridos os objetivos principais, o que significa manter o programa nuclear iraniano sob controlo e vigilância estreita", disse Federica Mogherini, a Alta Representante da União Europeia para a política externa.

Os manifestantes criticavam a falta de firmeza da UE perante Teerão numa conjuntura em que este reprimiu manifestações entre o final de dezembro e os primeiros dias de janeiro contra o aumento do custo de vida e a corrupção. O objetivo é garantir que a UE está firmemente empenhada na prossecução do acordo, desde que Teerão mantenha também a adesão aos critérios estabelecidos, enviando assim importante mensagem a Washington. Trump qualificou o acordo como "um dos piores alguma vez assinados" pelos EUA. Por seu lado, o regime da república islâmica sempre negou que o seu programa nuclear contemplasse vertente militar. "Levou sua política a tal extremo que mesmo os parceiros (dos EUA) desconfiam dela", declarou. "A comunidade internacional deve preparar-se para a possível saída dos EUA", disse na segunda-feira.

Nos nove relatórios elaborados pela Agência Internacional de Energia Atómica consta que o Irão está a cumprir com o acordo.

Ela também enfatizou que o acordo, como um documento multilateral aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU, é chave no sistema global de não-proliferação nuclear e é crucial para a segurança regional e do continente europeu.

"Não me surpreenderia que nem o próprio [Presidente dos EUA, Donald] Trump saiba que decisão vai tomar, tal como não sabem os europeus", disse Mohamad Yavad Zarif ao chegar à capital russa, onde manteve uma reunião com o seu homólogo Sergei Lavrov. Segundo o acordo, o Presidente dos EUA tem que certificar o acordo a cada três meses. Por outras palavras, os EUA não têm pretextos para negarem o acordo de 2015. Neste ponto, Ancara apelou ontem a Moscovo e Teerão para pressionarem Assad a suspender as operações militares na província de Idlib, fronteiriça com a Turquia e ainda nas mãos da oposição.


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