Nota BB- do Brasil reflete fraqueza econômica e incerteza sobre eleições — S&P

O atraso no avanço das reformas e a incerteza política são as principais fraquezas do rating do Brasil, de acordo com a agência de classificação de risco, que rebaixou a nota soberana do País de BB para BB- e revisou a perspectiva de negativa para estável.

Na nota, o Governo Federal reafirmou seu compromisso com a consolidação fiscal, que deve avançar com a inclusão das reformas na agenda do Congresso Nacional e com o avanço da produtividade e do crescimento do PIB, além da aprovação das medidas como a Reforma da Previdência, tributação de fundos exclusivos, reoneração da folha de pagamentos, entre outras.

Além disso, a agência colocou a perspectiva do rating em "estável", o que significa que a nota não deve sofrer novos rebaixamentos nos próximos meses.

A S&P havia retirado o selo de bom pagador do País em setembro de 2015.

"O enfraquecimento da nossa avaliação institucional do Brasil reflete um progresso mais lento que o esperado e um menor apoio da classe política do País para implementar uma lei significativa para corrigir a derrapagem fiscal nas bases atuais", disse a S&P.

A agência ainda apontou que "ocorreram retrocessos até mesmo medidas fiscais de curto prazo, como uma determinação para suspender o adiamento das altas de salários dos funcionários públicos e as contribuições de segurança social dos trabalhadores do setor público".

2016 - Desde fevereiro de 2016, o Brasil estava enquadrado dois níveis abaixo do grau de investimento.

A agência S&P Global afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve ter crescido 1% no ano passado, após dois anos de contração, mas ressaltou que as perspectivas de expansão da atividade econômica do País continuam limitadas pelo alto endividamento e pelo baixo nível de investimento. Como nada foi anunciado no fim de 2017, um rebaixamento em 2018 passou a ser visto como incerto.


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