PSD: Rio e Santana admitem rever Constituição

Rui Rio e Pedro Santana Lopes disputam as eleições diretas de 13 de janeiro para escolher o sucessor de Pedro Passos Coelho à frente do PSD. Mas, não vou ser politicamente hipócrita e dizer que ganhamos de certeza, entendo que o PSD deve ser coerente com o ataque que faz hoje a António Costa porque não deixou Passos Coelho ser primeiro-ministro (.). "Se eu não consigo o primeiro objetivo, que é maioria absoluta, nem o segundo objetivo, que é ganhar, no terceiro, eu quero afastar a esquerda da esfera do poder", considerou Rui Rio.

"O Santana Lopes é uma espécie de Sócrates um pouco menos esperto", referiu Ricardo Araújo Pereira, no Governo Sombra, da TVI e TSF, dizendo que com esta comparação "é possível" ter ofendido Sócrates.

O antigo presidente da Câmara de Lisboa defendeu que "não tem pés nem cabeça" o PSD viabilizar um eventual governo minoritário do PS apenas para honrar o seu passado.

Rui Rio é contra por o aumento de capital poder destinar-se a pagar imparidades, fazendo o paralelo com a sua oposição quando são os portugueses a pagar dos impostos os "erros da banca".

"O teu problema é a falta de confiança nas possibilidades próprias, o teu principal alvo nestas directas era derrotar Pedro Passos Coelho, eu vim para derrotar António Costa. Tu queres mudar o PSD, eu vim para mudar o país", respondeu Santana Lopes.

Tal como adiantou em entrevista à SABADO, Pedro Santana Lopes defendeu a recondução da actual procuradora-geral da República, enquanto Rui Rio não revelou a sua posição para não alimentar "um não assunto", tal como foi classificado pelo Presidente da República - adjectivação seguida pelos dois políticos.


"Como o Presidente da República disse, este devia ser um não assunto neste momento, é falta de sentido de Estado estar a pôr a questão em cima da mesa quando faltam dez meses para terminar o mandato", afirmou Santana Lopes, mas que admitiu defender a recondução.

Na economia, não têm sido visíveis as diferenças entre os dois candidatos, ao contrário da Justiça, em que Rui Rio tem uma visão mais crítica e chegou a fazer um "balanço negativo" do mandato do Ministério Público.

Para o ex-líder social-democrata, Rui Rio "fez uma avaliação negativa do Ministério Público no debate televisivo [na RTP] e mudou de posição no segundo".

Ricardo Araújo Pereira, e restantes comentadores do programa Governo Sombra, não pouparam críticas (em jeito humorado) a Santana Lopes, que concorre contra Rui Rio à liderança do PSD.

Rui Rio teve, aliás, durante a campanha um encontro com o ex-Presidente da República Cavaco Silva, com quem quis partilhar ideias sobre "a situação do país".


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