Donald Trump ameaça cortar a ajuda financeira aos palestinianos

Além disso, os representantes do presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, declararam que Jerusalém "não está à venda" depois de Trump ter ameaçado cortar a ajuda anual de 300 milhões de dólares [cerca de um bilhão de reais] com o objetivo de obrigar os palestinos a sentar-se à mesa de negociações.

Trump anunciou esse reconhecimento no dia 6 de dezembro e a transferência da embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém, o que gerou a rejeição dos palestinos e um aumento da tensão com Washington.

"Nós pagamos CENTENAS DE MILHÕES DE DÓLARES por ano e não recebemos reconhecimento ou respeito".

Os Estados Unidos são os principais doadores da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina, que apoia 5 milhões de pessoas.

Em resposta à ameaça de Trump, a Organização para a Libertação da Palestina acusou Trump de estar "a sabotar a busca pela paz" na região. "Mas se os palestinos que não querem mais falar de paz, por que devemos fazer esses pagamentos maciços para o futuro?", questionou Trump em uma série de tweets.


A ajuda financeira enviada pelos Estados Unidos é parte de uma verba que o orçamento do país reserva para este fim, e vem sendo usada há décadas, por presidentes republicanos e democratas, como moeda de troca em negociação de conflitos e ajuda humanitária em casos extremos. A partir de agora, eles não estão vindo à mesa, mas eles pediram ajuda. Em 2016 foram US$ 319 milhões; além de outros milhões destinados anualmente a programas assistenciais da ONU na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

Donald Trump não especificou quais os auxílios a que se refere na sua mensagem no Twitter.

O Governo israelita apoiou as declarações de Trump, elogiado pela ministra da Cultura, Miri Regev, como um Presidente "que diz o que pensa e não recorre a subterfúgios diplomáticos sem significado".

Em 21 de dezembro, a Assembleia Geral da ONU aprovou por ampla maioria (128 votos a favor, 9 contra e 35 abstenções) uma resolução de condenação à decisão de Trump, um voto que despertou a ira da Casa Branca. Em uma sequência de mensagens, ele apontou que seu governo "retirou da mesa (de negociação) Jerusalém, o aspecto mais difícil de negociar".

Entre os países latino-americanos, somente a Guatemala anunciou que acompanharia o gesto de Washington de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. A ONU nunca reconheceu essa anexação.


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