Farage admite segundo referendo sobre o Brexit para calar "queixinhas" dos opositores

Dois dos mais proeminentes apoiadores do Brexit no Reino Unido endossaram nesta quinta-feira um segundo referendo sobre a saída da União Europeia, considerando como a melhor maneira de impedir apoiadores do bloco de tentarem reduzir, ou até mesmo suspender, a saída do país.

"Penso que se tivéssemos um segundo referendo, mataríamos este tema por uma geração", acrescentou Farage, argumentando que "a percentagem que iria votar, na próxima vez, pela saída, seria ainda maior do que foi no último referendo - e, assim, poderíamos acabar com toda esta discussão e [Tony] Blair poderia, então, desaparecer para a escuridão". De qualquer forma, esses levantamentos de intenção mostram-se ainda muito divididos.

O mayor de Londres insta, por isso, a primeira-ministra, Theresa May, a fazer todos os esforços para garantir que este resultado não se concretize.

O referendo sobre a presença do Reino Unido na UE registou 52% de votos a favor da retirada (Brexit), contra 48% a defenderem a permanência.

Os pró-europeus, onde se inclui o ex-primeiro-ministro Tony Blair, "jamais renunciarão", considerou o antigo líder do Partido eurocético Ukip e da campanha pelo Brexit, em declarações à cadeia televisiva Channel 5. "Eles continuarão a perseguir, a chorar e a gemer durante todo esse processo", criticou. De qualquer forma, ninguém sabe ao certo como poderia se dar o mecanismo de um novo plebiscito. Tendo o governo levado longos meses a invocar o artigo da Carta da União Europeia que regulamenta a matéria, a data prevista para o Reino Unido deixar a UE é 29 de março de 2019.


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