Mafioso japonês foragido foi detido por culpa das tatuagens

Shigeharu Shirai, de 74 anos, é acusado de matar um rival em 2003.

Shigeharu Shirai, de 72 anos, foi preso enquanto fazia compras na quarta-feira (10 de janeiro) na cidade central de Lopburi.

O detido pertenceu ao grupo Yamaguchi-gumi da Yakuza, segundo um veículo de imprensa tailandês.

"O suspeito não confessou assassinato, mas admitiu que a vítima o intimidava", disse o porta-voz da polícia tailandesa.

O segredo de seu paradeiro parecia bem guardado até que um jornal local publicou uma foto de um homem a jogar às damas na rua, magro e com o corpo cheio de tatuagens e sem um dedo mindinho.

Algumas fotos das tatuagens no peito e nas costas de Shirai, tiradas sem que ele tivesse conhecimento e publicadas nas redes sociais, delataram a presença do criminoso na Tailândia e alertaram as autoridades no Japão, que entraram em contato com a Interpol. Acabou por ser detido pelas autoridades tailandesas, não por ser suspeito de homicídio, mas porque não tinha documentos e vivia ilegalmente no país - prevendo-se nos próximos dias a sua deportação para o Japão, onde será julgado.

O chefe da máfia mais conhecida e temida do mundo manteve um perfil baixo durante toda sua permanência na Tailândia, segundo a polícia, recebendo dinheiro duas ou três vezes por ano de um japonês visitante. Ao contrário da máfia italiana ou das tríades chinesas, os Yakuza não são ilegais e cada grupo tem sede própria, às vezes em plena visão da polícia.


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