Separatistas querem reeleger Puigdemont presidente da Catalunha

Derrotados apenas pelo Ciudadanos (36 deputados) nas eleições de 21 de dezembro, o Junts per Catalunya de Puigdemont (34 deputados) e a ERC de Rovira (32) ficam a apenas dois deputados da maioria absoluta no Parlamento catalão. Assim, a votação no final de janeiro poderá levar à recondução de Carles Puigdemont na presidência, apesar de se encontrar atualmente exilado na Bélgica.

A formação política Juntos pela Catalunha (JxCAT), ligada ao ex-presidente da autonomia, pretende uma investidura através de Skype (forma telemática, de acordo a terminologia usada pela legislação espanhola), ou em alternativa delegar a um deputado presente a leitura do discurso de Puigdemont.

O representante do Juntos Pela Catalunha, Jordi Xucla, disse na quarta-feira à cadeia de televisão RTVE que o seu partido e a Esquerda Republicana da Catalunha apoiarão o retorno de Puigdemont ao cargo, do qual foi retirado forçadamente em setembro do ano passado. Referindo-se a Puigdemont como "um fugitivo", a líder do C's catalão gozou com a hipótese de um "presidente holograma".

Segundo o jornal espanhol "El País", o juiz Juan Antonio Ramírez Suñer identificou registros contábeis que atestam que a frente separatista desviou o dinheiro de um fundo do governo central.

"Qualquer acordo de independentistas que implique um governo independentista é uma má notícia e se, além disso se faz, como parece que se quer fazer, de forma ilegal. os constitucionalistas teremos que tomar as decisões necessárias para impedir por todos os meios que se volte a cometer uma nova ilegalidade", indicou o coordenador-geral do PP, Fernando Martínez Maillo, aos jornalistas espanhóis.


A incerteza sobre o futuro da Catalunha tem afugentado empresas da região.

O primeiro-ministro Mariano Rajoy marcou para 17 de janeiro a sessão inaugural do Parlamento catalão, depois das eleições antecipadas, que foram realizadas devido à crise independentista na Catalunha.

Na mesma mensagem recorda-se que o presidente, vice-presidente e conselheiros pertencem a um governo que "emergiu democraticamente das urnas no dia 27 de setembro de 2015", eleições regionais catalãs em que os independentistas liderados por Puigdemont assumiram o governo regional da comunidade autónoma.

Em conferência de imprensa realizada em Barcelona, Artur Mas justificou a saída com a "necessidade de novos líderes", numa "nova fase" da luta pela independência da Catalunha. O governo prometeu investimentos de 4.200 milhões de euros na Catalunha até 2020, mas a região reivindicou mais poderes.


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