Governo vai periciar 1,2 milhão de benefícios do INSS em 2018

O novo modelo, diz o ministro interino, flexibilizará o cumprimento da jornada de trabalho e levará em conta, por exemplo, as atividades diárias executadas pelos peritos. Ficarão de fora aqueles com mais de 60 anos e os quem têm 55 anos ou mais e recebem benefícios há, pelo menos, 15.

Em vídeo divulgado pelo canal G1, Beltrame explica que, para cumprir todas as perícias previstas para este ano, os técnicos do INSS terão que aderir a um novo formato de trabalho, que levará em conta a produtividade.

As novas regras foram publicadas no último dia 15 no Diário Oficial da União e os peritos interessados terão até 30 dias para informar se pretendem aderir ao novo sistema, o ministro estima a adesão de pelo menos 1,5 mil profissionais.

Segundo as contas da pasta, se cada um deles realizar ao menos quatro perícias diárias, o INSS poderá revisar média de 120 mil benefícios por mês, o que garantirá a previsão de 1,2 milhão de revisões ainda em 2018.

O pente-fino - O governo iniciou em agosto de 2016 o pente-fino nos benefícios por incapacidade pagos pelo INSS.

A consulta de revisão é obrigatória e atesta se permanece ou não a condição que impede o beneficiário de trabalhar.

O beneficiário incluído no pente-fino recebe uma carta de convocação. Devem ser convocados todos os que recebem auxílio-doença há mais de dois anos e que não tenham feito revisão neste período e os menores de 60 anos que há mais de 2 anos não tenham feito perícia. Do contrário, o benefício será suspenso. Se não procurar o INSS, o benefício será cancelado. Dos casos analisados, 226,2 mil auxílios-doença foram cancelados, o que gerou uma economia de R$ 5,7 bilhões.

A expectativa é de que sejam realizadas 1,2 milhão de revisões em 2018.


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