Denúncias de abusos sexuais chegam à ONU

O The Guardian noticia que a ONU terá ignorado/silenciado vários casos de assédio sexual, um pouco por todo o mundo, e que estes assédios tiveram, alegadamente, lugar em várias empresas.

O jornal britânico garante que, entre os funcionários questionados, quinze confessaram ter sido alvo ou testemunhado casos de assédio sexual, pelo menos nos últimos cinco anos. Três mulheres que apresentaram queixas em escritórios diferentes disseram que desde então foram obrigadas a abandonar os empregos ou ameaçadas com a não renovação dos seus contratos.

Enquanto os alegados atacantes mantêm os postos de trabalho, documentos internos da ONU vistos pelo Guardian referem que duas mulheres têm preocupações relativamente às investigações.

"Se reportares a situação, a tua carreira está basicamente acabada".

"Não há maneira de termos justiça e eu também perdi o meu emprego", garantiu outra, que conta ter sido violada.


Em 16 de janeiro de 2016, data conhecida como o "Dia da Implementação", o Conselho de Segurança das Nações Unidas recebeu um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) atestando a adoção pelo país de ações previstas no acordo sobre seu programa nuclear.

Quatro pessoas disseram não ter obtido atenção médica e psicológica adequada.

A acusadora disse que, apesar das evidências médicas e testemunhas, uma investigação interna da ONU diz não ter encontrado provas suficientes para sustentar a sua alegação.

Em nota, a ONU prometeu "trabalhar no fortalecimento da nossa capacidade de investigar denúncias e apoiar vítimas".

As Nações Unidas reconhecem que a ausência de relatórios é um problema, mas sublinham que o secretário-geral da instituição, António Guterres, estabeleceu como prioridade o combate ao assédio sexual, adotando "uma política de tolerância zero" quanto à questão.


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