Ministro do Ambiente afirma que poluição no Tejo está a ser tratada

Das duas vezes, a proposta foi chumbada por CDS, PSD, PS e PCP.

Uma das causas da origem do problema de poluição no rio Tejo estará relacionada com um incidente registado na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Abrantes. A empresa diz ser "totalmente alheia aos mais recentes de fenómenos de poluição no Tejo" e argumenta ter em funcionamento desde outubro uma "ETAR" de ponta e que "as espumas que surgem em Abrantes, como também em Toledo e em outras partes do rio, nunca poderiam ter origem nos efluentes da Celtejo".

Na quinta-feira, fonte oficial do Ministério do Ambiente tinha indicado à Lusa que o foco de poluição levou à realização de ações de inspeção extraordinárias em Abrantes e Mação, estando ainda por identificar a origem do problema. Para além das inúmeras denúncias feitas por ambientalistas, pelo Movimento proTejo ou por autarcas da região, também o Relatório sobre a Qualidade da Água Superficial no Rio Tejo, emitido pela Agência Portuguesa do Ambiente, em março de 2017, sinalizou a Celtejo "como contribuinte significativa para as ocorrências de poluição no rio Tejo".

Contudo, segundo o próprio Ministro, "o fenómeno da poluição que hoje sentimos no Tejo é resultado da libertação da matéria orgânica depositada sob a forma de sedimentos no fundo das albufeiras do Fratel e de Belver, provocada por anos de funcionamento das indústrias aí localizadas e da reduzida precipitação do último ano, que não diluiu essa carga orgânica". "Estamos a afirmar que o Tejo mudou".


Esta sexta-feira, o Ministro do Ambiente pronunciou-se sobre a situação e garantiu estar-se a "atacar desde já" este "problema agudo". Passados os 10 dias estipulados, "o valor do oxigénio dissolvido, parâmetro básico da qualidade da água, terá de atingir os 5 mg/litro", explicou, indicando ainda que "aqueles valores eram, no dia 24 [de janeiro], de 1,1 mg/litro".

João Matos Fernandes disse que "parece que a natureza não está a conseguir depurar a quantidade de matéria orgânica que está a aparecer e se transforma em espuma quando passa em Abrantes".

O Tejo está coberto com um manto "dantesco" de espuma desde quarta-feira, junto ao açude insuflável de Abrantes, mas as autoridades ambientais ainda não sabem a quem apontar o dedo.


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