Caixa Geral de Depósitos teve lucros mas não evita protestos

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) obteve lucros de 51,9 milhões de euros em 2017, após viver períodos de prejuízo.

A CGD tinha registado um prejuízo histórico em 2016.

Ainda assim, a atividade doméstica continua a apresentar perdas, com resultado líquido negativo de 175,9 milhões de euros, enquanto a atividade internacional apurou lucros de 227,8 milhões de euros.


O protesto anuncia-se, assim, como uma manifestação de "repúdio pelos diversos atropelos ao acordo de empresa que estão a ser praticados pelo Conselho de Administração da Caixa" - presidido por Paulo Macedo, cuja presença é esperada no Europarque para dirigir o referido encontro de quadros. Outro item a ajudar os resultados do banco público foi a redução de custos recorrentes, que excluem referentes a programas de redução de pessoal. De qualquer forma, e seguindo uma tendência geral na banca, aumentaram em 8,5% os recursos fora de balanço, sobretudo fundos de investimentos e Obrigações do Tesouro Rendimento Variável (OTRV).

Paulo Macedo disse ainda que "o número de pessoas isentas" de comissões é "muito superior a um milhão de pessoas" e que incluem cerca de 700 mil reformados, todos os universitários, as pessoas que têm cartão jovem, entre outros.

Para este resultado contribuiu a melhoria da margem financeira (19%), o crescimento de 3% nas comissões líquidas e os resultados obtidos em operações financeiras de 216 milhões de euros, ou seja mais 139% face ao valor registado em 2016. De acordo com o plano de reestruturação acordado com Bruxelas, a instituição prevê fechar 180 agências e reduzir 2200 postos de trabalho até 2020.


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