Países vizinhos exigem que governo da Venezuela crie corredor humanitário

Em um comunicado, os 14 países disseram que a eleição não será livre e justa enquanto a Venezuela tiver prisioneiros políticos, a oposição não estiver participando plenamente e venezuelanos no exterior não tiverem permissão para votar, exortando Caracas a apresentar um novo calendário eleitoral. "Eleições assim não cumprem os padrões mínimos do que é internacionalmente reconhecido como um processo eleitoral limpo, transparente e democrático", disse.

No comunicado, o Grupo de Lima diz ainda que tomou nota do último relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos sobre a "institucionalidade democrática, o Estado de Direito e os direitos humanos na Venezuela", que "documenta a séria deterioração dos direitos humanos e a grave crise política, económica e social que afeta o país".

O Peru anunciou que "devido aos factos que acontecem na Venezuela" "já não é bem-vinda" a participação do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na VIII Cimeira das Américas, que terá lugar a 13 e 14 de Abril de 2018, em Lima. "[Caracas] não pode fazer eleições livre e justas com presos políticos", destaca ainda.

"Baseando-se na Declaração de Quebec (Cúpula das Américas 2001) a partir da qual 'qualquer alteração ou ruptura inconstitucional da ordem democrática constitui um obstáculo insuperável para a participação no processo', o governo do Peru decidiu reconsiderar a participação do governo da Venezuela", informam os países.

Países vizinhos exigem que governo da Venezuela crie corredor humanitário
Países vizinhos exigem que governo da Venezuela crie corredor humanitário

"Perante o aumento do êxodo de milhares de venezuelanos que fogem da grave crise que vivem nesse país, acordaram coordenar esforços para enfrentar de maneira ordenada, solidária e segura esta difícil situação", sublinham.

Logo em seguida, o presidente Pedro Pablo Kuczynski usou sua conta pessoal para reforçar a posição.

Na semana passada, o chefe da Diplomacia dos Estados Unidos, Rex Tillerson, visitou países da região para sondar possíveis medidas de pressão contra o regime de Nicolás Maduro como sanções econômicas.

A decisão de "desconvidar" o mandatário foi apoiada pelo chamado Grupo de Lima, entidade que reúne os governos de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia.



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