Produto Interno Bruto cresce 2,7% em 2017

Este valor fica uma décima abaixo do verificado no terceiro trimestre de 2017. O PIB "aumentou 2,4% em volume no 4º trimestre de 2017 (2,5% no trimestre anterior)".

A economia portuguesa deverá ter crescido 2,7% no conjunto do ano passado, o ritmo anual de crescimento mais elevado desde 2000, motivada pelo aumento do investimento e das exportações, segundo a média das estimativas recolhidas pela agência Lusa.

De acordo com a estimativa rápida do INE, a aceleração do crescimento no ano passado resultou do "aumento do contributo da procura interna, refletindo principalmente a aceleração do investimento, uma vez que a procura externa líquida apresentou um contributo idêntico ao registado em 2016".

Já em 2016 se tinha assinalado esta tendência de crescimento, ano em que o Produto Interno Bruto (PIB) acelerara 1,5 pontos percentuais, menos, porém, do que os 1,8 por cento de 2015, naquele que foi o último ano de governação de Passos Coelho.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) foram revelados esta quarta-feira.


Em termos anuais, a economia portuguesa terá crescido 2,7%, o que, para João Borges de Assunção, professor da Universidade Católica, é um dos crescimentos "mais saudáveis desde que Portugal entrou na moeda única", em 1999.

Segue-se o Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP), que aponta para uma melhoria do PIB de 2,7% no ano passado, com um crescimento homólogo de 2,4% e de 0,7% em cadeia nos últimos três meses de 2017. Os resultados completos das Contas Nacionais Trimestrais do 4º trimestre de 2017 "serão divulgados no próximo dia 28 de fevereiro de 2018", refere o INE.

"O contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB diminuiu, em resultado do abrandamento do investimento e do consumo privado", mas em compensação, a procura externa líquida (a diferença entre exportações e importações) já deu um contributo positivo, quando no trimestre anterior tinha sido negativo.

Ainda assim, o economista do ISEF recorda que as previsões iniciais para o crescimento de 2017 rondavam os 1,7%: "Estamos 1% acima do que se esperava há um ano e sensivelmente o mesmo, talvez um pouco mais, acima do crescimento de 2016". Também a Comissão Europeia e o FMI estavam a contar com um crescimento de 2,6% que foi agora ligeiramente superado.


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