Situação da reforma da Previdência 'tem que se definir', diz Jucá

Perguntado pelo Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) se havia possibilidade de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), optar por não colocar em pauta o projeto para votação, diante da possibilidade de não ser atingido o número necessário de votos, Mansur disse que, apesar de haver notícia na mídia de que Maia estaria preparando discurso para engavetar a proposta, ele é a favor de que se paute a votação para que todos votem e "deem a cara para bater". "Temos consciência de que ainda temos trabalho a realizar na próxima semana", destacou. "Tenho convicção que, independentemente dos votos que tivermos na segunda-feira, a discussão se inicia na terça", declarou Marun. O quórum qualificado também é exigido no Senado, onde deve receber o voto favorável de pelo menos 49 senadores antes de ser promulgada. Ele sugeriu ainda uma chance de ser criada uma regra de transição para servidores que ingressaram no funcionalismo antes de 2003. O presidente Michel Temer (MDB) golocou o mês de fevereiro como prazo máximo para votar o texto que muda as regras de aposentadoria dos brasileiros.

Rodrigo Maia diz que a aprovação da reforma da Previdência só será possível com o engajamento de prefeitos e governadores. São coisas absolutamente separadas, não vai ser usado no sentido político de votos.


A duas semanas da data prevista pelo governo para a votação da reforma da Previdência, os empresários resolveram aumentar a pressão sobre os deputados federais. Para Marun, a ideia de separar o tema do Ministério da Justiça "é um ato de coragem" de Temer, pois atrairá para o governo federal responsabilidade permanente sobre a segurança pública.


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