Temer vai suspender intervenção no RJ para votação da reforma da Previdência

Temer disse que o único caminho possível da intervenção federal no Estado é o sucesso, e disse que, quando a Câmara dos Deputados e o Senado decidirem que é hora de votar a reforma da Previdência, ele parará a intervenção federal no Estado. Isso acontecerá porque a Constituição proíbe a aprovação da emendas ao seu texto - como é o caso da mudança nas aposentadorias - durante períodos de intervenção federal e estados de defesa e de sítio.

A intervenção que do governo no Rio de Janeiro suspenderá a votação da reforma da Previdência, prevista inicialmente para a próxima semana. Às vésperas do cronograma, a base governista ainda não conseguiu reunir o mínimo de 308 votos necessários para aprovar a reforma.

"Quando eu fui chamado [à reunião] já tinha um plano montado", afirmou. Afirmou, também, que o presidente queria que ele falasse mais durante a reunião, mas como o plano já estava traçado, não havia muito o que discutir.


No fim da conversa com jornalistas, Maia voltou a demonstrar incômodo pela decisão de Temer e sua equipe de segurança, tomada sem a presença do presidente da Câmara. Eu disse que, se o governador do meu Estado apoia, eu sou a favor, disse Maia, reiterando que Pezão afirmou ter perdido o controle da segurança no Estado. Não pode dar errado, completou o presidente da Câmara. Ou seja, nenhuma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) pode ser aprovada. Segundo ele, assim que Maia e os líderes aliados ao governo informarem que há condições de aprovar a reforma, a intervenção será revogada, dando lugar a um novo decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), com prerrogativas ampliadas para as Forças Armadas.

O assunto já vinha sendo tratado pelo governo nos últimos meses, mas ganhou força com a onda de violência vivida pelo Rio durante o Carnaval.


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