Piora situação do País no Índice de Percepção da Corrupção

O Índice de Percepção da Corrupção pontua os países pela visão de especialistas e empresários usando uma escala de zero (altamente corrupto) a 100 (muito limpo). "Este conjunto de propostas foi levado à análise e adaptações das equipes da Transparência Internacional e da FGV Direito Rio e contou com contribuições de dezenas de especialistas brasileiros", diz a ONG em nota.

É importante salientar que o índice revelou também que apesar dos esforços para combater a corrupção em todo o mundo, 62 países apresentaram pioras significativas em suas pontuações, inclusive o Brasil [VIDEO]. A interpretação da Transparência Internacional do resultado do ano passado foi que o País se encontrava em uma encruzilhada, de onde poderia perseverar no caminho do enfrentamento da corrupção e alcançar novos patamares ou deixar que as forças que buscam estancar este processo prevalecessem e que o País permanecesse no caminho da corrupção e impunidade sistêmicas. Em 2017, o Brasil ficou na posição 96 entre 180 países, ante o 76ª lugar na pesquisa anterior, ficando atrás de países como Timor Leste e Ruanda.

Simultaneamente ao divulgamento do IPC, a Transparência Internacional lançou em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) um conjunto de projetos de lei, PECs e resoluções administrativas com o nome de "Novas Medidas contra a Corrupção". Apenas a Libéria e o Bahrein apresentaram recuo maior que o Brasil, de 32 e 33 posições, respectivamente.


No IPC do ano passado, o Brasil havia obtido melhora absoluta na nota e segundo a ONG parecia apontar para "a entrada numa fase virtuosa".

Segundo o representante da Transparência Internacional, Bruno Brandão, o Brasil vinha apresentando uma trajetória de queda no índice desde 2014.

"A piora no ranking se deve à percepção de que os fatores estruturais da corrupção nacional seguem inabalados, tendo em vista que o Brasil não foi capaz de fazer avançar medidas para atacar de maneira sistêmica este problema", disse a organização, em comunicado. - O resultado negativo deste ano acende o alerta de que a luta da sociedade brasileira contra a corrupção pode, de fato, estar em risco - diz a nota de divulgação do relatório. "Ao contrário, a velha política que se aferra ao poder sabota qualquer intento nesse sentido".


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