63% dos desempregados no Brasil são pretos ou pardos

A taxa de subutilização do trabalho considera os desocupados, subocupados que trabalham menos de 40 horas semanais e os que fazem parte da força de trabalho potencial. O Piauí é o Estado que mais subutiliza a força de trabalho em todo o Brasil. Entre 2016 e 2017, período que coincide justamente com o golpe parlamentar, o número de pessoas sem trabalho subiu de 11,5% para 12,7%, a maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

No quarto trimestre de 2017, o país tinha 2,786 milhões de pessoas buscando trabalho há pelo menos dois anos, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estado de Mato Grosso, empatado com Mato Grosso do Sul, teve a segunda menor taxa de desempregados do país no quarto trimestre de 2017. As menores ficaram em Santa Catarina (10,7%), Mato Grosso (14,3%), Rio Grande do Sul (15,5%) e Rondônia (15,8%).

Os estados que apresentaram as maiores taxas de subutilização da força de trabalho no quarto trimestre foram: Piauí (40,7%).

A população desalentada é, segundo o IBGE, aquela fora da força de trabalho por não conseguir trabalho, não ter experiência, ser muito jovem ou idosa ou ainda não ter encontrado trabalho na localidade. O contingente dos desocupados no Brasil no quarto trimestre de 2012 foi estimado em 6,7 milhões de pessoas. Do total nacional, 59,7% estavam no Nordeste (2,6 milhões de pessoas).

A participação da população preta no contingente de pessoas desocupadas aumentou de 9,6% em 2012 para 11,9% em 2017.

Considerando o emprego com carteira de trabalho assinada na iniciativa privada (exceto empregados domésticos), apenas a Região Norte apresentou expansão em relação a 2016: de 59,4% para 61,0%, enquanto as demais registraram queda na proporção desses empregados.


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