Justiça alemã aprova restrição à circulação de carros a diesel

O veredicto do Tribunal de Leipzig vem permitir que as cidades proibam a circulação de veículos a gasóleo mais poluentes nas zonas afetadas por episódios de poluição.

Segundo a Agência Federal de Meio Ambiente, cerca de 70 cidades do país registraram níveis de NO2 acima do limite anual médio de 40 microgramas/m³ em 2017. As cidades de Munique, Stuttgart e Colônia foram os casos mais extremos de poluição do ar.

As cortes também tinham considerado que a proibição de determinados carros a diesel podia ser uma medida válida, mas os governos regionais - de Baden-Württemberg e Renânia do Norte-Westfalia - recorreram da decisão.

O decreto do tribunal federal reitera decisões tomadas anteriormente pelos tribunais de Estugarda e Düsseldorf, na sequência de um megaprocesso contra dezenas de cidades alemãs levantado por um grupo de ambientalistas. As decisões sugerem que proibir a circulação de veículos a diesel sujos seria uma medida eficaz e deveria ser seriamente considerada como um meio de proteger a saúde pública. Atualmente, na Alemanha, existe uma frota de 15 milhões de veículos a diesel rodando no país, sendo que apenas 2,7 milhões desse total atendem às normas de emissões mais recentes, no caso a Euro 6, apontam dados da KBA. O Automóvel Clube da Alemanha (ADAC) acredita que nenhuma proibição será feita até o final do ano.


Além disso, a decisão surpreendeu os engenheiros alemães, pois uma proibição definitiva poderá desencadear uma queda nos preços de revenda do veículo e um aumento no custo dos contratos de locação.

Recentemente, várias marcas começaram a anunciar que vão parar de produzir veículos movidos a diesel no futuro.

A venda de carros a diesel já estava em queda desde a deflagração do escândalo da Volkswagen e algumas cidades relevantes no cenário internacional, como Paris, Madri, Cidade do México e Atenas estudam banir a circulação de carros diesel em suas áreas centrais por volta de 2025.

Qualquer restrição vai acelerar a queda de consumidores de carros a diesel, devido a preocupação por desvalorização nos veículos e possíveis recalls.


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