Kim Jong-un e o pai usaram passaportes brasileiros nos anos 90

Segundo a agência, os passaportes foram obtidos de forma fraudulenta e teriam sido utilizados pelo atual líder norte-coreano e seu pai, morto em dezembro de 2011, para tentar obter vistos e viajar a países ocidentais.

"Eles usaram esses passaportes brasileiros, que mostram claramente as fotografias de Kim Jong Un e Kim Jong Il, para tentar obter vistos de embaixadas estrangeiras", afirmou uma fonte sob condição de anonimato.

Na imagem é possível ver que o passaporte foi emitido em fevereiro de 1996 com validade para os 10 anos seguintes. Tal como Kim Jong-un, também o pai, o falecido Kim Jong Il, tinha um passaporte falso com identidade brasileira. "Isso mostra além da vontade de viajar possíveis rotas de escape da família Kim".

Apesar de já ser conhecido que a família que governa a Coreia do Norte usou documentos de viagem obtidos de forma irregular, há poucos exemplos específicos até o momento.


Em 2011, o jornal japonês Yomiuri Shimbun revelou que Kim Jong-un chegou a usar um passaporte brasileiro para visitar o Japão ainda criança, em 1991 - período anterior à expedição do documento divulgado nesta terça-feira pela Reuters. Segundo as fontes, tecnologias de reconhecimento facial confirmaram que as fotos pertencem aos Kim. A data é anterior à data de emissão impressão nos dois passaportes brasileiros aos quais a Reuters obteve cópia. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil disse que estava investigando o caso. A data real de nascimento do atual líder norte-coreano é desconhecida. Ele teria entre 12 e 14 anos quando o passaporte brasileiro foi emitido. Sua verdadeira data de nascimento foi em 1941.

Ambos os passaportes exibem como local de nascimento dos portadores a cidade de São Paulo.

A primeira fonte de segurança se recusou a descrever como as cópias do passaporte foram obtidas, citando regras de sigilo. Já o documento de Kim Jong-il foi emitido em nome de Ijong Tchoi, com nascimento em São Paulo em 4 de abril de 1940.

A Reuters só teve acesso a cópias dos documentos, portanto não é possível afirmar se houve alguma manipulação nas imagens.


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