Papa lança apelo a cessar-fogo e denuncia conflito "desumano" — Síria

Desde 2015, Putin ajuda Assad a se manter no poder, após os violentos protestos que eclodiram em 2011, na onda de manifestações por democracia no mundo árabe, iniciadas na Tunísia e que contagiaram jovens no Egito e em outros países do Oriente Médio.

O cerco a Guta Oriental teve início em 2013, dois anos depois de explodir a guerra na Síria.

O professor da Escola Superior de Economia e especialista em assuntos do Oriente Médio, Grigory Lukyanov, comentou a situação em torno de Ghouta Oriental em uma entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik.

Pelo menos sete pessoas morreram neste domingo (25) na Síria, horas após o Conselho de Segurança da ONU aprovar um cessar-fogo no país. Com isso, Suécia e Kuwait alteraram o documento, que agora "pede que todas as partes interrompam as hostilidades sem demora", mas não específica uma data exata para que isso aconteça. Seus efetivos participam da ofensiva para retomar Ghouta Oriental, agora na operação terrestre, uma vez que até o momento o governo estava atacando somente com bombardeios e ataques aéreos.

Ademais, foi revelado que nesta terça-feira (27) Yakovenko planeja se encontrar com o vice-chanceler britânico, Alan Duncan, para discutir a resolução 2401 do Conselho de Segurança da ONU que "é apresentada pela parte britânica de um modo bem parcial, com distorção dos principais enfoques", destacou a fonte.


O Conselho votou de maneira unânime para exigir que a trégua permita acesso de ajuda e retiradas médicas.

A população criticou a trégua limitada.

Nesta segunda-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, expressou sua profunda preocupação com os contínuos bombardeios no leste da região. "É como uma licença para matar", ironizou o ativista Firas Abdullah, morador de Douma, a grande cidade de Ghouta Oriental. "Esperamos por ações reais, sérias e práticas".

Autoridades de saúde disseram no domingo que diversas pessoas estão sofrendo com sintomas consistentes com exposição a gás de cloro.

Frente a essa denúncia, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serghiei Lavrov, disse que a notícia é uma "provocação" destinada a sabotar a trégua.


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