Reaberto Santo Sepulcro após três dias de encerramento

- As principais igrejas cristãs de Jerusalém anunciaram nesta terça-feira que reabrirão amanhã o Santo Sepulcro, o lugar mais sagrado do cristianismo, depois que o mesmo ficou fechado durante três dias por disputas legais e tributárias com as autoridades de Israel. Líderes religiosos afirmam que a nova legislação é um ataque contra os cristãos da Terra Santa.

As igrejas cristãs que administram a Igreja do Santo Sepulcro de Jerusalém fecharam o local no dia 26 de fevereiro de 2018, em protesto à cobrança por Israel do imposto sobre bens imóveis.

De acordo com eles, as novas medidas israelenses para obrigar a igreja a pagar impostos "são uma tentativa de enfraquecer a presença cristã em Jerusalém".

"Este lei detestável (.) tornaria possível a expropriação de propriedades da igreja", afirma o comunicado, antes de destacar que o texto, que será analisado por um comitê ministerial, "nos recorda as leis similares adotadas contra os judeus durante o período mais obscuro na Europa".

O Santo Sepulcro, que marca o local onde estaria o túmulo de Jesus Cristo, foi o principal alvo das cobranças.


Os administradores da igreja poderiam arrecadar dos milhares de turistas que visitavam o local o dinheiro para o pagamento de impostos.

Netanyahu anunciou que estavam suspensas "as ações de arrecadação" que tinham começado nas últimas semanas e a revisão de uma proposta de lei em discussão no parlamento (Knesset) que permitiria expropriar retroativamente terras vendidas pelas igrejas a empresas e civis.

A igreja está localizada na Cidade Velha de Jerusalém Oriental, a parte palestina da cidade sagrada que Israel ocupa há 50 anos e cuja anexação é considerada ilegal pela comunidade internacional. O prefeito de Jerusalém Nir Barkat defendeu a aprovação do projeto, lembrando que as igrejas possuem muitas propriedades isentas de impostos que não usados como templos, citando o hotel Notre Dame, pertencente à Igreja Católica, como exemplo. "Estamos trabalhando, trata-se de uma notícia positiva que apreciamos muito", declarou à agência Sir, o Custódio da Terra Santa, padre Francesco Patton, ao comentar a decisão do governo israelense de suspender "as medidas fiscais e legislativas que penalizam as Igrejas".

Em 1990, o Santo Sepulcro foi fechado com outros locais cristãos em protesto contra o assentamento de colonos perto desta igreja.


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