China contesta decisão dos EUA sobre produtos com folhas de alumínio

Além do que nós compramos dos EUA, como carvão, por exemplo, em que somos o principal país que compra dos EUA.

O novo presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano), Jerome Powell, disse nesta quinta-feira a uma comissão do Senado que não considera a adoção de tarifas como a melhor reação. Ele deve se reunir com funcionários da Casa Branca. "Após essa publicação, caso haja sanção que envolva o nosso país, haverá um prazo para recursos, onde prazo serão considerados pedidos de reanálise para a exclusão de países eventualmente afetados pela medida", afirmou o ministro brasileiro.

O ministro não detalhou como funcionaria este recurso e qual o prazo para ele ser apreciado pelo governo americano, que estuda maneiras de proteger sua indústria de aço e alumínio.

Ainda que Trump não tenha citado países, o secretário de Comércio, Wilbur Ross, ressaltou no documento, conhecido como "Relatório 232", que a China é "o grande responsável" pelo excesso de aço nos mercados internacionais, já que o gigante asiático "só em um mês produz o mesmo que os EUA em todo um ano". "Vocês terão que reconstruir sua indústria, é tudo o que estou pedindo", disse Trump a empresários do setor.

Na reunião, Jorge afirmou que o aço brasileiro não representa ameaça à segurança nacional norte-americana e que as estruturas produtivas siderúrgicas de ambos os países são complementares, já que cerca de 80% das exportações brasileiras de aço são de produtos semiacabados, que é um insumo da indústria siderúrgica norte-americana. O Brasil já é o segundo maior exportador de aço aos EUA, atrás apenas do Canadá.


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