Com aval de Temer, ministro decide trocar o comando da PF Video

"Sobre a necessidade e urgência de reforçar recursos humanos, especialmente na Polícia Federal e na Polícia Rodoviária Federal, estamos autorizados a fazer concursos, com 500 novos agentes para a Polícia Federal e 500 novos agentes na Polícia Rodoviária Federal", afirmou Jungmann, em entrevista coletiva. Em 2018, serão disponibilizados R$ 5 bilhões iniciais. Por isso, vai conversar com os governos estaduais para reduzir o número excessivo de policiais em funções administrativas. "Porque eles têm a visão micro, de onde está a juventude vulnerável, de onde está o crack, de onde falta iluminação e ali acontecem roubos, por exemplo", disse o ministro. Questionado sobre quais serão os gastos com a operação, ele afirmou que os detalhes ainda serão apresentados pelo presidente Michel Temer. Segundo ele, metas nacionais serão definidas nos próximos meses. O governo compraria horas de folga desses agentes. A ideia é ampliar em 2 mil o total de agentes patrulhando rodovias. A liberação do dinheiro, no entanto, terá que respeitar alguns critérios relacionados aos itens que serão adquiridos. Hoje, a Força Nacional funciona com agentes emprestados pelas polícias locais.

Não vejo, em que pese situações graves, aflitivas em muitos outros estados, eu não vejo uma outra situação que demande outra intervenção.

O presidente disse que a proposta havia sido delineada na noite de quarta (28). Na verdade, a frase do ex-presidente, dita em 2015, foi: "Impeachment é como bomba atômica, é para dissuadir, não para usar".


Anúncio feito pelo ministro da Segurança Pública se soma a outras medidas tomadas pelo governo para reduzir o crime no País. Segundo ele, "não se justifica a exclusão da responsabilidade dos municípios". Ainda segundo o ministro, não haverá contingência de gastos para a Segurança. "Temos de ter atuação conjunta". Amplia-se a máquina do Estado - pois é claro que a criação de um Ministério pressupõe a contratação de funcionários e mais despesas de custeio - na expectativa de que a simples iniciativa de criar outra instância burocrática gere as condições para a resolução de um problema tão grave e complexo como é o da segurança pública.

"O crime se globaliza (.) Já não é possível combater o crime no espaço da federação ou mesmo no espaço nacional". Antes do deputado Raul Jungmann e agora do general Silva Luna, nove civis ocuparam o cargo: o ex-senador capixaba Élcio Álvares; o ex-Advogado-Geral da União, Geraldo Quintão; os embaixadores José Viegas e Celso Amorim; o ex-governador da Bahia Waldyr Pires; os deputados Nelson Jobim, Jacques Wagner e Aldo Rebelo; e o ex-vice presidente de Lula, José Alencar. O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, disse que para esses estados há uma restrição de que ele seja o próprio tomador do recurso.


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