Expansão da economia em 2017 não recupera perda na recessão, nota IBGE

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e foram divulgados nesta quinta-feira (1).

No ano, o crescimento registrado pelo setor agropecuário foi de 13%. O resultado foi também influenciado pelo crescimento em termos reais dos impostos líquidos e subsídios, puxado pelo crescimento em volume, em termos reais, do Imposto de Produtos Industrializados (IPI).

A população desempregada de dezembro foi estimada em 412,3 mil pessoas, tendo diminuído 1,3% em relação ao mês precedente (menos 5,5 mil pessoas), enquanto a população empregada foi estimada em 4 771,5 mil pessoas, tendo aumentado 0,4% (mais 19,7 mil pessoas) face ao mês anterior.

Pela leitura de Meirelles, a recessão acabou e o crescimento está espalhado em todos os setores da economia.

Na Indústria, destaque para a alta na atividade Indústrias Extrativas (4,3%), e a queda na Construção (-5%). O resultado da agropecuária foi o melhor do ano em toda a série, iniciada em 1996.

Já a procura externa líquida (exportações menos importações) "registou um contributo negativo de 0,2 p.p. (contributo nulo em 2016), observando-se uma aceleração das exportações ligeiramente menos intensa que a das importações de bens e serviços". Após crescer 1,2% no segundo trimestre e 1,1% entre 1,1% no segundo trimestre - quando houve a liberação do dinheiro das contas inativas do FGTS - os gastos das famílias brasileiras subiram só 0,1% nos últimos três meses do ano.


Rebeca citou como destaque positivo o consumo das famílias, com peso de mais de 60% na economia. A soma de toda a riqueza no campo no ano passado foi 13% maior que a registrada em 2016.

O setor de serviços também se recuperou, com avanço de 0,3% no ano.

Em relação ao 4º trimestre de 2016, o PIB cresceu 2,1% no último trimestre de 2017, o segundo resultado positivo seguido nessa comparação, após um trimestre de estabilidade e 11 trimestres de queda.

"Apesar de, na economia total, a ocupação ter crescido, na atividade construção a gente continuou tendo uma queda de ocupação, de 6,2%". Para ele, nem na chamada década perdida, a de 80, o Brasil teve dois anos seguidos de queda de PIB.

Relatório apresentado ontem pela OCDE, o clube que reúne os países mais ricos do mundo, revelou que as reformas podem fazer o PIB brasileiro crescer mais 1,4 ponto percentual por ano durante 15 anos.


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