Brasil pode questionar tarifas dos EUA sobre o aço

Ele acusou outros países de "arruinar o alumínio nacional" e afirmou que a culpa vem de erros na própria condução da política comercial norte-americana em gestões anteriores.

Quando os EUA, acrescentou, "estão a perder 100 mil milhões de dólares com um certo país e eles armam-se em espertos, não trocamos mais - ganhamos em grande".

A conversa, todavia, tem mudado de tom. A escolha faz sentido.

A ministra canadense das relações exteriores, Chrystia Freeland, disse que o Canadá está preparado para tomar medidas responsivas para defender seus interesses comerciais. O Brasil pode ser um dos mais afetados pela decisão, já que no ano passado foi o segundo maior fornecedor do produto ao mercado americano.

Os EUA usam o aço e o alumínio importados da China principalmente em produtos de médio e baixo custo que não afetam a segurança nacional, acrescentou Wang.


O problema é que a imposição de tarifas sobre bens como os produtos eletrônicos causariam repercussões para uma ampla cadeia de abastecimento global, prejudicando aliados dos EUA, como Japão, Coreia do Sul e Taiwan.

"Não aceitaremos em silêncio que nossa indústria seja prejudicada por medidas desleais que colocam milhares de empregos europeus em risco", disse Jean-Claude Juncker, o presidente da Comissão Europeia.

Em nota oficial, o MDIC informou que o governo brasileiro espera chegar a um acordo com os EUA para evitar a aplicação das tarifas, mas caso isso não seja possível, o país pode questionar a elevação das tarifas em foros globais. Em uma declaração divulgada nesta sexta-feira, Wang Hejun, chefe da área de remédios comerciais e investigação do Ministério do Comércio da China, disse que as restrições provocariam "um grande impacto" na ordem do comércio internacional. As compras dos EUA representam 20% de tudo que a China exporta e operam em um superávit que compensa o déficit no comércio com outros países.

Ao mesmo tempo, o Brasil também é o maior importador de carvão siderúrgico norte-americano (cerca de US$ 1 bilhão em 2017), que constitui insumo relevante para a produção brasileira de aço, parcialmente exportada aos Estados Unidos. Seu superávit comercial com os Estados Unidos foi de US$ 275,8 bilhões.


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