Kim Jong-un recebe delegação da Coreia do Sul

A delegação sul-coreana, formada por dez pessoas, foi liderada pelo diretor do Escritório de Segurança Nacional, Chung Eui-yong.

Antes da partida, Chung disse aos jornalistas que, em nome do Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, vai apresentar aos anfitriões uma "resolução para manter o diálogo e melhorar as relações entre o Sul e o Norte [e] para desnuclearizar a península coreana".

Isso porque, nesta segunda-feira (5), uma delegação de autoridades sul-coreanas desembarcou em Pyongyang para uma visita histórica ao líder norte-coreano Kim Jong-un.

A visita tem lugar pouco depois do fim dos Jogos Olímpicos de Inverno, que decorreram em fevereiro, na cidade sul-coreana de PyeongChang, e que, no campo político, marcaram uma reaproximação entre as duas Coreias, inédita em anos.

Washington e Pyongyang expressaram a disposição de conversar, mas o presidente dos EUA Donald Trump exige que primeiro o regime norte-coreano abra mão de suas armas nucleares. A Coreia do Norte, que prometeu jamais abdicar desse elemento de dissuasão contra o que vê como uma hostilidade norte-americana, disse que não conversará com pré-condições.


Este é o encontro ao mais alto nível entre as Coreias desde que Kim Jong-un chegou ao poder, no final de 2011, após a morte do pai, Kim Jong-il.

Além dele, outros nove funcionários do governo sul-coreano estavam presentes.

Seul assegurou que, durante a visita, buscará ampliar a aproximação conquistada durante os Jogos de Inverno no mês passado.

Integrada pelos mais altos postos do Sul a irem ao Norte em mais de uma década, a delegação aterrissou no aeroporto Sunan de Pyongyang, indicou o porta-voz da presidência sul-coreana Kim Eui kyeom.

Não foram divulgados detalhes de como foi o encontro entre as autoridades da Coreia do Sul e o ditador e nem quais temas foram tratados. Apesar do aceno ao diálogo, os Estados Unidos aprovaram novas sanções contra o regime de Kim Jong-un, que as considerou "um ato de guerra" de Washington. Kim Jong Un considera que o desenvolvimento de uma arma atômica e a possibilidade de atingir o território americano é uma garantia de sobrevivência do Norte.


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