BRF diz ter recebido proposta com nova composição do conselho de administração

Há uma reunião do conselho marcada para hoje.

A nova fase da Operação Carne Fraca não foi discutida na reunião do conselho de administração da BRF na manhã desta segunda-feira (5), apesar da prisão do ex-presidente da empresa, Pedro Faria.

O empresário, que preside o conselho desde 2013 e convocou a reunião, divulgou nota lamentando o mau resultado e criticando Petros e Previ pela falta de diálogo na crise.

No entanto, Diniz está agora perto de ser afastado do cargo de presidente da companhia de alimentos BRF SA, um espetáculo embaraçoso para um homem que já foi saudado por sua perspicácia como gestor. O movimento se deu após insatisfação com os resultados da companhia, que amargou ano passado um prejuízo de R$ 1,1 bilhão. Nesta semana, bateram os R$ 30.

Na véspera, Petros e Previ apresentaram chapa com 10 integrantes, da qual fazem parte Augusto Marques da Cruz Filho (para presidente do conselho); Francisco Petros Oliveira Lima Papathanasiadis (como vice-presidente do conselho); Walter Malieni Jr.; Guilherme Afonso Ferreira; José Luiz Osório; Roberto Antônio Mendes; Dan Ioschpe; Roberto Funari; Vasco Augusto Pinto da Fonseca Dias Júnior e Luiz Fernando Furlan. Mais de 40% dos acionistas já se alinharam contra a administração. Fundos estrangeiros, como o Aberdeen (5%), também estão com os fundos.

A Operação Carne Fraca, que apurou irregularidades em frigoríficos, atingiu a BRF em abril de 2017. Um conselheiro politicamente importante, Aldemir Bendine (ex-presidente do BB e da Petrobras), deixou a posição e acabou sendo preso depois pela Operação Lava Jato. E a delação da JBS revelou que dois ex-conselheiros da empresa agiam como infiltrados da rival, visando facilitar a venda da BRF. A empresa tem mais de 100 mil funcionários no mundo, 23 mil em Santa Catarina, e tem sete plantas no Estado.


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