Cotado para ser candidato, Doria cria proteção policial a ex-prefeitos

No dia em que o PSDB de São Paulo reúne sua executiva para definir a realização ou não das prévias para a sucessão do governador Geraldo Alckmin, o prefeito da capital, João Doria, se esquivou novamente de declarar se vai ou não se candidatar ao posto.Questionado sobre qual posição vai defender no encontro desta segunda-feira, Doria lembrou que concorreu e venceu as prévias para a Prefeitura em São Paulo em 2016. O intuito é tornar o prefeito candidato por "aclamação", sem que ele precisasse passar pelo desgaste de anunciar sua candidatura. O salário dos agentes de segurança são pagos pela Polícia Militar.

O benefício se estende também a cônjuge e filhos do ex-mandatário, pelo mesmo período.

O prefeito de São Paulo, João Doria, garantiu proteção policial a ex-prefeitos, até um ano após o fim do mandato, por meio de um decreto publicado no Diário Oficial no último sábado (2).

Doria é um dos pré-candidatos de seu partido, o PSDB, ao governo estadual de São Paulo. Para ex-presidentes, o benefício é vitalício, enquanto para governadores, vale por 4 anos após a saída do cargo.

A Prefeitura de São Paulo afirmou, por meio de nota, que como não haverá aumento do efetivo atual do setor responsável pela segurança, também não afetará os custos para a Prefeitura.

Segundo o Artigo 4º do Decreto 58.117, compete agora à Assessoria Policial-Militar da Prefeitura do Município de São Paulo (APMPMSP), entre outras funções, "organizar e dirigir os serviços de segurança (.) [do] pessoal do ex-Prefeito, de seu cônjuge e filhos, pelo período de 1 (um) ano, a partir do término do exercício da função de Prefeito, desde que esse término não decorra de cassação do mandato".


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