Mercado Livre barra aumento de taxas dos Correios na Justiça

A Justiça Federal concedeu liminar ao Mercado Livre, no último dia 2, determinando que os Correios não apliquem os reajustes de frete aos clientes do marketplace (compradores e vendedores), que, conforme a plataforma de vendas online, seriam de até 51%.

A decisão judicial também suspendeu, segundo o Mercado Livre, acobrança extra de R$ 3 para entrega a clientes no Rio de Janeiro Os Correios justificavam a taxa em razão da "situação de violência" e os seguidos aumentos do "custo para entrega de mercadorias nessa localidade".

O perfil oficial do Mercado Livre no Twitter confirmou e comemorou a decisão, que é da juíza Rosana Ferri, da 2ª Vara da Justiça Federal de São Paulo. Os Correios anunciaram um reajuste de 8% nas entregas entre capitais, o que é acima da inflação acumulada de 2017, mas não chega a assustar.

A liminar também suspendeu a cobrança de uma tarira extra de R$ 3 para entregas no Rio de Janeiro.


Os novos preços valeriam a partir de terça-feira (6), mas a empresa responsável pelo sistema de envio e entrega de correspondências no Brasil tenta suspender a liminar.

A decisão alcançada pelo Mercado Livre é temporária. Enquanto isso, encomendas que partiriam de Fortaleza no Ceará para Joinville em Santa Catarina, o aumento seria de 50,89%, passando a custar R$ 81,51 ao invés de R$ 54,02. Agora a empresa de comércio eletrônico decidiu acionar a Justiça para obter uma liminar que impedisse o reajuste de valer.

Movimentação de funcionários na sede dos Correios na Cidade Nova, região central do Rio. A taxa seria necessária para manutenção da integridade dos empregados, das encomendas e das unidades dos Correios.

O anúncio do aumento levou lojas virtuais a iniciarem uma campanha na tentativa de mobilizar seus clientes contra o reajuste. A Netshoes também participa do movimento contrário à aplicação do aumento.


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