Oscar 2018: Jimmy Kimmel ataca assédio em excelente abertura

Desde o apresentador, Jimmy Kimmel, a artistas convidados como Eugenio Derbez e Lupita Nyong'o, as reivindicações de todos os tipos protagonizaram parte do evento. Porque "não queremos outra. coisa" como aquela que é a derradeira memória dos Óscares de 2017, com a troca de envelopes que entregou primeiro o prémio de Melhor Filme a La La Land para depois emendar a mão e o dar finalmente a Moonlight.

A piada ajudou a aliviar a tensão que pairava no ar devido à série de acusações de assédio sexual que abalou a indústria cinematográfica desde que legiões de vítimas, principalmente mulheres, romperam o silêncio nos últimos meses para explicitar os abusos de poder e os preconceitos de gênero por tanto tempo omitidos.

"O Óscar é o homem mais adorado e respeitado de Hollywood. Olhem para ele: mantém as mãos onde podemos ver, nunca diz algo rude e não tem pênis".


"Este ano quando ouvir seu nome sendo chamado não se levante de imediato" foi uma das primeiras piadas de Jimmy Kimmel no discurso de abertura da 90ª cerimônia do Oscar, neste domingo (4). Não podemos deixar estes comportamentos impunes. O mundo está a observar-nos. "E a verdade é que, se conseguirmos aqui, se pudermos trabalhar juntos para acabar com o assédio sexual no local de trabalho, se pudermos fazer isso, as mulheres só terão de lidar com o assédio o tempo todo em qualquer outro lugar que forem", ironizou. "Ao longo desta noite, espero que se ouçam os muitos apoiantes corajosos de movimentos como #MeToo e Time's Up".

Mas o apresentador aproveitou ainda para lembrar que a indústria, ainda que devagar, está a mudar. E disse ainda lembrar de uma época em que um grande estúdio não acreditava que uma mulher ou uma minoria poderia ser protagonista de um filme de herói. "Então ele tem uma tarefa muito difícil", avaliou O'Neil. "Foi em março do ano passado".

Kimmel manteve depois a habitual tradição de ir dizendo piadas sobre alguns dos nomeados: "Timothee Chalamet [nomeado na categoria de melhor ator], estás a divertir-te?" O elefante na sala foi encarado de frente e, porque esta noite é "história a acontecer", era preciso tocar em vários temas, abrir a arena aos leões e equilibrar o humor expectável de um dos maiores momentos de entretenimento planetário comum com comentários sobre Harvey Weinstein - e não só.


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