Conselheiro econômico da Casa Branca renuncia

"Foi uma honra servir meu país e promulgar políticas econômicas pró-crescimento para beneficiar o povo americano, mais particularmente na passagem da reforma tributária histórica".

Na nota que anuncia a saída, Cohn, ex-presidente do banco Goldman Sachs, não toca no tema. "Agradeço ao Presidente por ter me dado essa oportunidade e desejo a ele e sua equipe grande sucesso no futuro", disse Cohn, em um comunicado divulgado pela Casa Branca.

O veterano de Wall Street ocupou o cargo de diretor do Conselho Econômico dos EUA por pouco mais de um ano e é considerado o arquiteto da reforma tributária aprovada pelo Congresso americano em dezembro.

Ao jornal "New York Times", Trump admite que Gary foi o seu "principal conselheiro económico e fez um trabalho soberbo em dirigir a nossa agenda, ajudando a aplicar taxas históricas e reformas para fazer arrancar, novamente, a economia Americana".


"É um talento raro e quero agradecer-lhe pelo serviço prestado aos norte-americanos", prossegue.

O afastamento de Cohn é mais um dissabor para a administração do presidente Trump, que tem visto várias figuras do círculo profissional apresentarem a demissão. Na segunda-feira, 5, as Bolsas nos EUA subiram, com a expectativa de que a resistência às barreiras dentro do Partido Republicano poderia levar o presidente a mudar sua decisão.

Os EUA planeiam impor tarifas de 25% sobre as importações de aço e 10% sobre as de alumínio de todos os países, embora Donald Trump tenha aberto as portas a algumas exceções, como o México e o Canadá, com os quais negoceia uma nova versão do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA, na sigla inglesa).


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