Estados do Nordeste assinam acordo de cooperação em segurança pública

"Serão desenvolvidas ações conjuntas com as forças de segurança dos Estados e a Força Nacional". A ação seria um trabalho em conjunto no combate ao tráfico de drogas e armas.

Os governadores assinaram documentos de compromisso para levar ao Governo Federal propostas de curto, médio e longo prazos. Precisamos reconhecer esse avanço que o governo federal assume”, explicou. "Vamos atuar, junto ao Ministério, para que haja uma integração com as Forças Armadas e as polícias Federal e Rodoviária Federal", acrescentou o governador do Piauí, Wellington Dias.

Em 2016, o Brasil registrou cerca de 61 mil mortes violentas letais intencionais, alcançando uma taxa de 29,7 assassinatos/100.000 habitantes, quase três vezes maior que a estabelecida pela ONU. A maioria destes assassinatos teve como instrumento empregado a arma de fogo.

Renan Filho propôs o redirecionamento da Força Nacional, composta por policiais nordestinos, para atuação na própria região de origem. "Não podemos aceitar o desmonte do nosso sistema de assistência social, pois são as políticas de prevenção que vão assegurar os resultados no enfrentamento da violência e da criminalidade", disse o governador.

Pedem a criação do Sistema Nacional de Classificação, Gestão e Monitoramento de Risco em relação ao crime e o criminoso (alto, médio e baixo risco).

A expansão desenfreada de Organizações Criminosas Transnacionais - ORCRIM multiplica os índices de criminalidade no país. O sistema usa dados policiais e georreferencimento.

Na Carta de Teresina, documento assinado ao final do encontro, os governadores defenderam a criação de um fundo e de um sistema nacionais de segurança pública e a instalação de um centro regional de inteligência da Polícia Federal no Ceará. As empresas do sistema financeiro e de transporte de valores devem ser chamados a contribuir com esse fundo nacional, diante do risco criado por suas atividades, o que implica maior responsabilidade. Com ele poderíamos ter as informações de criminosos disponíveis para todos os estados do nordeste”, relatou Abreu.

Mutirão para julgamento dos presos provisórios.

Reivindicam a liberação imediata de recursos para operações emergenciais.


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