Após dois adiamentos, placa padrão Mercosul entra em vigor neste ano

Primeiro, a nova placa deverá ser usada nos modelos zero quilômetro, veículos que passarem por processo de transferência de município ou propriedade, ou quando houver a necessidade de substituição das placas.

Caberá ao órgão de trânsito de cada estado decidir quando as novas placas começarão a ser usadas. O conselheiro e representante do Ministério do Meio Ambiente, Francisco de Assis Peres Soares, pediu vistas do processo e teve a solicitação negada pelo presidente do colegiado, Maurício José Alves Pereira, que também chefia o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). No novo modelo, existente desde 2014, as placas passarão a ter três números e quatro letras.

A Resolução entrará em vigor após 180 dias da publicação, sendo obrigatório para os veículos novos e para os que optarem por mudar o domicílio.

A nova placa deverá ter fundo branco com margem superior azul, contendo o logotimo do Mercosul, a bandeira do Brasil e o nome "Brasil".

Ao invés de três letras e quatro números, como é atualmente, as novas placas terão quatro letras e três números, dispostos de forma aleatória. Será preta nos veículos de passeio, vermelha em veículos comerciais, azul em carros oficiais, verde em veículos em teste, dourado em carros diplomáticos e prateado em carros de colecionadores. Visualmente, o material mudará para o novo padrão, mas a antiga combinação de letras e números continuará constando no documento do carro.


O estado e a cidade do veículo serão identificados pelos respectivos brasões no lado direito da placa. Com um sistema unificado, será possível o intercâmbio de informações entre os países e a unificação do sistema de consultas das placas.

A grande novidade da nova identificação é o fato de contar com um chip e um código para identificar veículos roubados ou clonados nos países do Mercosul.

Outra exclusividade é o chip que será instalado em cada placa.

Marcas d'água com o nome do país e do Mercosul estarão grafadas na diagonal ao longo das placas, com o objetivo de dificultar falsificações.

O custo da chapa será padronizado nacionalmente, porque apenas o Denatran poderá credenciar as empresas fabricantes de placas, diferentemente do modelo atual, onde a responsabilidade é de cada Detran.


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