Lucro dos CTT cai para metade

Os CTT-Correios de Portugal registaram uma queda de 56,1% no seu lucro líquido em 2017, para 27,3 milhões de euros, com a descida do tráfego de correio e provisões a contribuir para a queda, anunciou a empresa.

As receitas aumentaram em 0,9% para 676 milhões de euros.

Os Correios confirmaram também que vão pagar aos acionistas um dividendo de 38 cêntimos por ação, o que representa um corte face ao valor pago no ano passado.

Já o EBITDA recuou 20,5% para 81,1 milhões de euros e o EBIT diminuiu 48,2% para 47,1 milhões de euros.


Excluindo estes efeitos, os gastos aumentaram cerca de 17 milhões, "estando uma parte relevante relacionada com os gastos variáveis associados ao crescimento do tráfego de Expresso e Encomendas e, na área de Correio, com os aumentos salariais negociados com os sindicatos, a contratação a termo utilizada para a adaptação operacional indispensável a integração das redes de distribuição e do Banco CTT na rede de lojas, o aumento dos preços da energia e dos combustíveis, as diferenças de câmbios desfavoráveis e os gastos com operadores estrangeiros".

Francisco Lacerda explicou que o processo de venda de activos não estratégicos está iniciado, aproveitando até o momento no imobiliário. Por isso, Francisco de Lacerda avança que "há uma aceitação das pessoas em relação às propostas que são feitas", totalizando "quase 12 milhões de euros em indemnizações" aos trabalhadores que saíram.

"A captação de depósitos ultrapassou os 619 milhões de euros e o valor de crédito a clientes atingiu 79 milhões suportado no crédito à habitação lançado em 2017".

O capital social foi esta semana reforçado com a transmissão das ações da Payshop no montante de 6,4 milhões de euros, passando de 125 para 131,4 milhões de euros.


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