Mais escolarizadas, mulheres ganham 75% da renda dos homens, revela IBGE

Apenas 8,9% das mulheres ocupam cadeiras no Congresso Nacional.

Mesmo em número maior entre as pessoas com Ensino Superior completo, as mulheres ainda enfrentam desigualdade no mercado de trabalho em relação aos homens. Porém, a maior diferença desse indicador está entre as mulheres brancas e os homens pretos ou pardos: o atraso deles (42,7%) era mais do que o dobro do delas (19,9%) nesse caso. De acordo com o estudo, as mulheres pretas ou pardas dedicam 18,6 horas semanais para cuidados de pessoas ou afazeres domésticos, contra 17,7 horas entre as mulheres brancas.

Para começar, a taxa de frequência média no ensino médio é dez pontos percentuais mais alta entre mulheres do que entre homens. Além disso, dedicam 73% mais horas do que os homens aos cuidados de pessoas e afazeres domésticos. No mesmo período, o número médio de anos de estudo das mulheres também foi superior ao dos homens, pois elas estudavam 7,3 anos ante 6,3 anos do homem.

Mesmo a diferença entre os rendimentos entre homens e mulheres tenha diminuído nos últimos anos, a mulher continua ganhando mesmo.

No tópico da educação, o estudo procurou ressaltar também que entre as mulheres, as desigualdades são marcantes.


O IBGE reuniu informações de três pesquisas no levantamento: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), partindo da base do Conjunto Mínimo de Indicadores de Gênero (Cmig), proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Desagregando-se a população de 25 anos ou mais de idade com ensino superior completo por cor ou raça, as mulheres brancas estão à frente, com 23,5%, seguidas pelos homens brancos, com 20,7%; bem abaixo estão as mulheres pretas ou pardas, com 10,4% e, por fim, os homens pretos ou pardos, com 7,0%.

Um dos indicadores positivos para o estado está relacionado à participação de mulheres entre docentes no Ensino Superior. Na média Brasil, são dedicadas por homens e mulheres 14,1 horas por semana a esse tipo de trabalho. "Combinando-se as horas de trabalhos remunerados com as de cuidados e afazeres, a mulher trabalha, em média, 54,4 horas semanais, contra 51,4 dos homens". Isso coloca o Brasil na 152ª posição num ranking de 190 países elaborado pela União Interparlamentar (IPU, na sigla em inglês).

Essa diferença aumenta com a faixa etária, indo de 43,4% de mulheres até 29 anos e 31,3% para mulheres com 60 anos ou mais.

Em relação à remuneração, o salário médio da mulher piauiense era de R$ 1.283, no quarto trimestre de 2017, o que representava 90,99% do salário recebido em média pelos homens no estado (R$ 1.410). Já na esfera estadual e distrital, 26,4% dos policiais civis e 9,8% dos policiais militares eram mulheres.


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