Moro condena Bendine a 11 anos de prisão por corrupção e lavagem

Segundo os procuradores, o ex-presidente da Petrobras foi "estrategicamente posicionado pelo governo federal" para "mitigar os efeitos econômicos" da operação sobre as empresas investigadas, "como forma de desestimular a celebração de acordos de colaboração e leniência". Entre elas, Marcelo Odebrecht, ex-presidente da Odebrecht, com penas somadas de dez anos e seis meses de reclusão, também por corrupção e lavagem de dinheiro.

O executivo, único ex-presidente da Petrobras investigado na Operação Lava Jato, já estava preso desde julho do ano passado. Já Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior, denunciado na ação, foi absolvido por falta de provas.

Marcelo Odebrecht está em prisão domiciliar desde dezembro de 2017, depois de ter cumprido dois anos e meio em regime fechado. Os bons resultados na administração do banco fizeram com que Bendine ganhasse a confiança da então presidente Dilma Rousseff. Bendine e André Gustavo foram absolvidos por Moro do crime de organização criminosa. Em 2015, foi nomeado para o comando da estatal, no lugar de Graça Foster, com a missão de acabar com a corrupção na petroleira.

As investigações apontaram que os crimes ocorreram de 2014 a 2017. Mas, segundo delatores da Odebrecht, ele já cobrava propina no banco e continuou cobrando na Petrobras.

Em delação à Justiça, Marcelo Odebrecht disse que autorizou repasse de R$ 3 milhões a Aldemir Bendine.

Antes de assumir o posto máximo da Petrobras, Aldemir Bendine foi presidente do Banco do Brasil, um cargo que ocupou entre 2009 e 2015, no qual também era suspeito de praticar atos corruptos de acordo com relatos de antigos executivos da Odebrecht.

O ex-presidente da Petrobras tinha feito uma solicitação de pagamento de propina no valor de 17 milhões de reais para a empreiteira. Delatores afirmaram que a Odebrecht optou por pagar os R$ 3 milhões pelo Setor de Operações Estruturadas, como era chamada a área responsável pelas propinas na empresa.


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