Atriz pornô quer anular acordo de confidencialidade com Trump

Na terça-feira (6), a atriz de filmes pornô, Stephanie Clifford, conhecida profissionalmente como Stormy Daniels, apresentou uma demanda contra Donald Trump buscando anular o acordo de não divulgação que o advogado do presidente norte-americano assinou com ela nas vésperas das eleições presidenciais de 2016 nos EUA.

"Nem a Trump Organization nem a campanha de Trump fizeram parte da transacção com a senhora Clifford e nenhuma das duas me reembolsou pelo pagamento, direta ou indiretamente", garante ainda o advogado.

O advogado de Trump, Michael Cohen, foi quem assinou tal acordo e efetuou um pagamento de US$ 130 mil a Daniels pouco antes das eleições presidenciais de 2016, mas a atriz pornô alega que o pacto não é válido, pois não foi assinado ao agora presidente.

A atriz, cujo nome verdadeiro é Stephanie Clifford, iniciou a ação civil em Los Angeles argumentando que o acordo é inválido e que tem liberdade para debater publicamente seu relacionamento com Trump.

O "acordo de silêncio", como é chamado na ação, se refere a Trump como David Dennison e a Stephanie como Peggy Peterson.

Trump nega ter tido um caso com Stormy. A ação civil de Stephanie afirma que o pagamento foi parte do acordo para silenciá-la. Avenatti não estava disponível de imediato para comentar.

Stephanie é uma de várias mulheres que se pronunciaram sobre encontros sexuais com Trump, que negou as acusações.

No texto do processo, Avenatti afirma que Cohen abordou Daniels pouco antes das eleições presidenciais, para selar um pacto de silêncio e proteger a imagem do magnata republicano, recheado naquele momento por vários escândalos.

Stormy foi citada em uma entrevista de 2011 à revista In Touch Weekly segundo a qual ela teve um caso com Trump depois de os dois se conhecerem em um torneio de golfe em Lake Tahoe em 2006, não muito tempo depois de a esposa do presidente, Melania, dar à luz o filho Barron.

Lawrence Rosen, advogado de Cohen, confirmou que seu cliente obteve uma ordem de um árbitro que proíbe a atriz de revelar informações confidenciais cobertas pelo acordo de sigilo.

O processo diz que Cohen continuou suas tentativas de silenciar a mulher ainda no último 27 de fevereiro.


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