Decreto de Trump atinge aço e alumínio importados do Brasil

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Abrão Neto, disse que o governo brasileiro aguarda o detalhamento da decisão dos Estados Unidos sobre a taxação das importações de aço e alumínio em 25% e 10%, respectivamente, preocupado com o impacto da medida nas exportações do Brasil. O país é o segundo maior exportador de aço para os EUA e as vendas para o país representam um terço das exportações brasileiras do produto.

"Será feita [uma análise] caso a caso, país por país", disse Sanders.

O governo dos EUA, porém, não mencionou se o Brasil estaria entre as exceções.

Acredita-se que Trump finalizará os planos sobre as tarifas até o final desta semana.


A mensagem de Trump coincide com o fecho da última ronda de negociações sobre o TLCAN que tem lugar hoje na Cidade do México, com a presença dos principais negociadores dos três países.

"Não conseguimos ver como a União Europeia, amigos e aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) possam ser uma ameaça à segurança nacional nos EUA", comentou Malmström. A alíquota, na prática, inviabilizaria a exportação de aço brasileiro ao país norte-americano a preços competitivos. Além disso, o Brasil também é o principal comprador de carvão dos EUA -uma indústria igualmente cara a Trump, que prometeu revitalizar o setor e gerar empregos para seus trabalhadores, que votaram em peso no republicano. Os setores de construção, automotivo, metalúrgico e petrolífero seriam alguns dos mais prejudicados com o aumento de custos. Segundo ele, apenas mudanças no acordo permitirão a retirada de tarifas sobre as importações americanas de aço e alumínio. Esse volume, ele afirma, irá para outras regiões e, assim, o Brasil precisa se proteger.

O seu argumento é o de que os produtores dos EUA precisarem de ser protegidos por questões de segurança nacional.

O anúncio das tarifas enfrentou oposição na Casa Branca e no próprio Partido Republicano. Segundo o governo americano, os detalhes das medidas devem ser anunciados nesta semana e o presidente pode assinar um decreto para que elas entrem em vigor ainda durante a semana atual.


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