Delfim Netto é alvo da 49ª fase da Lava Jato

Segundo a PF, 1 dos focos da operação é o ex-ministro da fazenda na ditadura Antônio Delfim Netto. O pecuarista, já condenado na operação, não é alvo desta fase da investigação. As informações são do G1. O empresário Luiz Appolonio Neto, que é sobrinho de Delfim, também foi alvo de mandado de busca e apreensão. A investigação apura supostos pagamentos de propina em obras que envolveram a construção da Usina Belo Monte, no Pará.

HistóricoEm depoimento à Polícia Federal em 2016, Delfim Netto afirmou que recebeu R$ 240 mil em espécie da Odebrecht em outubro de 2014 por "motivos pessoais, por pura conveniência", devido a um serviço de consultoria prestado à empreiteira. Segundo os investigadores, um total de 15 milhões de reais teriam ido parar nas contas do ex-ministro, 10% de um repasse ilegal aos dois partidos.

"O dinheiro (para Delfim) é fruto de fraudes a licitações, cartel, corrupção e lavagem de dinheiro", disse o procurador da República Athayde Ribeiro Costa.

As investigações apontam que a Norte Energia teria direcionado "o contrato de construção da usina a outro consórcio, formado por empresas que deveriam efetuar pagamentos de propina em favor de partidos políticos e seus representantes, no percentual de 1% do valor do contrato e seus aditivos".

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), há fortes indícios de que o consórcio Norte Energia foi indevidamente favorecido por agentes do governo federal para vencer o leilão destinado à concessão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Baixe o nosso aplicativo gratuito. Delfim Netto recebia a propina por meio das senhas 'Pastel', 'Diamante' e 'Perfume'.


O pagamento teria sido realizado por meio de contratos fictícios de consultoria firmados com empresas Aspen Consultoria e LS Consultoria, que estão em seu nome e de seu sobrinho. No caso da Odebrecht, os pagamentos direcionados a Delfim Netto vinham com o codinome professor.

O também ex-ministro da Fazenda é suspeito de receber propina que seria direcionada ao MDB e ao PT em função de sua atuação no consórcio Norte Energia, responsável pela obra.

A empresa J. Malucelli aparece pela primeira vez na investigação de corrupção da Lava-Jato.

As apurações relativas ao pagamento de vantagens indevidas ao MDB no contexto de Belo Monte ocorrem em inquérito que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal), sob investigação da PGR (Procuradoria-Geral da República). Para os investigados sem foro, a apuração dos fatos correm na 13ª Vara, como no caso de Delfim Netto. "Na medida em que se aproximam as eleições, eles tentam criminalizar o partido, usando a palavra de delatores que buscam benefícios penais e financeiros", diz nota da assessoria de imprensa da legenda.

O resultado, considerando o período de 1968 a 1973, foi crescimento do PIB (11,1%), queda da inflação (19,2%) e aumento do poder aquisitivo do empresariado e da classe média para consumir bens duráveis, em especial eletrodomésticos e automóveis.


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