"Não existe território em que a polícia não entre" — General Braga Netto

O general Walter Souza Braga Netto disse em entrevista exclusiva à TV Globo que o Exército entra em qualquer local do estado.

O porta-voz do GIF também afirmou que os pedidos para os repasses já existiam, mas que irão obedecer um novo fluxo devido à intervenção. "Os pedidos chegarão através dos secretários da área de segurança pública ao interventor e serão encaminhados à Justiça", explicou o coronel.

Os valores que poderiam ser repassados à segurança não teriam sido discutidos. No encontro, que durou menos de 1 hora, o general pediu a liberação do dinheiro recuperado do esquema de corrupção para a área de Segurança. Vale ressaltar que durante a decretação de Intervenção Federal, os militares são propensos a assumir a coordenação de ações relativas à segurança pública, diferentemente, do que ocorre quando as Forças Armadas fazem atuação na segurança de uma região determinada, em se tratando de ações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem).

Jungmann se reunirá nesta sexta-feira com o interventor federal na segurança do Rio, general Braga Netto, e depois com a bancada de parlamentares fluminenses. Já estavam praticamente organizados e prontos.

Segundo o porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal, outro tema discutido na reunião emtre o juiz e o interventor federal foram as celas decoradas para visitas íntimas no Presídio José Frederico Marques, em Benfica.

Os recursos serão utilizados para a compra de tecnologia utilizada em investigações pela Polícia Civil e equipamentos e veículos utilizados pelas duas polícias. No ano passado, R$ 250 milhões foram liberados para o pagamento de servidores inativos e outros R$ 15 milhões para reformas em escolas. "O general teve a oportunidade de declarar todo o apoio do gabinete de intervenção federal às ações da operação Lava Jato".


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