DEM lança pré-candidatura de Rodrigo Maia à Presidência do Brasil

"Vemos a pré-candidatura do Maia com o mesmo respeito que vemos a do Meirelles e acompanharemos outras candidaturas que compõem base".

Marun disse que o respeito do MDB e do governo com o lançamento da candidatura de Maia ficou demonstrado com a presença de líderes do partido na convenção do DEM. "Estive presente parabenizando o Rodrigo Maia pelo lançamento da pré-candidatura".

Segundo ele, o Palácio do Planalto tomará uma decisão sobre quem apoiará em maio. "Por que? Porque os outros partidos de esquerda vão se sentir motivados a lançar candidaturas tentando ocupar o espaço dominado pelo PT", avalia.

"Você tem o Bolsonaro tamponando a evolução do candidato real, da direita 'civilizada' do Brasil, que é o Alckmin, e o Lula tamponando a minha evolução. E inclusive alguma do MDB que possa ser lançada", disse nesta quinta o ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun.

"O presidente Temer não é nem candidato e nem pré-candidato no dia de hoje".

Preparado para iniciar uma maratona de viagens pelo Brasil após lançar sua pré-candidatura à Presidência da República, Rodrigo Maia (DEM-RJ) está alinhando com o deputado Rodrigo Pacheco (MDB-MG) uma agenda em Belo Horizonte para anunciar a filiação do ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ao DEM. No mesmo dia, Pacheco formalizará sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais pela legenda de Maia.

Na esquerda, a indefinição sobre a candidatura de Lula também incentiva a fragmentação. Embora considerada mais ao centro, Marina Silva (Rede) - oficializada como pré-candidata em dezembro passado - disputa o mesmo eleitorado.

"Estamos oferecendo a candidatura de um político jovem que sabe exatamente o que fazer para tirar o Brasil da crise em que se encontrou durante muito tempo e dar prosseguimento às reformas de que o Brasil precisa para encontrar o seu caminho, seja na educação, na saúde, na área social, etc. Além disso, o Brasil não pode mais continuar convivendo com esta situação de violência que se espalha pelo país". "Nosso recorde foi em 1989 quando 22 candidatos se lançaram". Em entrevista à Folha, ressaltou que será candidato até mesmo se o presidente decidir disputar a reeleição neste ano. "A diferença é que em 1989 a descoordenação era reflexo da inauguração do regime, já 2018 é um retrato de sua desconstrução".

Segundo apurou o Valor, o DEM dissolverá a atual composição dos diretórios estaduais nos próximos dias para que seus onze pré-candidatos aos governos estaduais assumam o comando das representações. Para Marchetti, "uma candidatura que consiga 20% dos votos no 1.º turno terá grande chance de sair vitoriosa".


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