MST invade gráfica do jornal 'O Globo', no Rio

O MST invadiu O Globo com bandidos armados. O grupo parou no estacionamento para visitantes, de acesso livre, e invadiu o prédio. Os seguranças não impediram a invasão, devido à quantidade de pessoas. Não houve registros de feridos.

O Grupo GLOBO, por sua vez, manifestou "firme repúdio ao ataque de um grupo de 300 militantes do MST ao Parque Gráfico do jornal O Globo esta manhã".

Eles ainda atearam fogo em pneus em um local que tinha o nome do portal, mas como era de metal, não ficou danificado.

O MST informa que participaram do ato integrantes do Levante Popular da Juventude, do Movimento dos Atingidos por Barragens e do Movimento dos Pequenos Agricultores.

A luta política contra o Golpe, pela candidatura do presidente Lula, pela soberania nacional e contra a desigualdade ganha, na força de mulheres guerreiras que hoje enfrentam a Globo, ainda mais disposição ao fazer todos e todas relembrar que a discriminação e o ataque a uma minoria é fruto de uma política opressora ainda maior, capitaneada por aquela elite que não mede esforços para manter todos os tipos de privilégio. "É inadmissível que um grupo, que se diz defensor de causas sociais, ameace e ataque profissionais e meios de comunicação que cumprem a missão de informar a sociedade sobre assuntos de interesse público", diz a nota das entidades. "É uma clara tentativa de intimidação, um ato que atropela a legalidade e o estado de direito democrático", diz a nota.


O Conselho de Comunicação do Congresso Nacional emitiu nesta quinta-feira (8) nota de repúdio à invasão do parque gráfico do jornal O Globo, no Rio de Janeiro.

Também em nota, a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), a Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas) e a ANJ (Associação Nacional de Jornais) repudiaram a invasão e disseram que "atos criminosos são próprios de grupos extremistas, incapazes de conviver em ambiente democrático".

Cerca de 400 integrantes do MTST ocuparam o local, levando baderna e vandalismo às instalações.

A Abert, a Aner e a ANJ pedem apuração dos fatos, "com a punição dos responsáveis, para que vandalismos como este não voltem a se repetir".


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